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11/09/2026
O que faz um senador? Entenda como decisões em Brasília podem trazer leis e investimentos para o Paraná
O que faz um senador? Entenda como decisões em Brasília podem trazer leis e investimentos para o Paraná
Senado é a Casa da Federação e dá a todos os estados o mesmo peso na representação; das decisões em Brasília aos investimentos nos municípios, entenda como a atuação de um senador pode impactar o Paraná e conheça as propostas de Alexandre Curi
O que um senador pode fazer para melhorar a vida dos paranaenses? A resposta começa pela própria razão de existir do Senado Federal: representar os estados brasileiros em Brasília.

Diferentemente da Câmara dos Deputados, onde o número de representantes varia de acordo com a população de cada estado, no Senado todos têm exatamente o mesmo peso. Paraná, São Paulo, Acre ou Roraima elegem, cada um, três senadores.

Isso acontece porque a Câmara representa a população, enquanto o Senado é a Casa da Federação. Seus 81 integrantes representam os 26 estados e o Distrito Federal e têm mandato de oito anos.

Na prática, isso significa que um senador eleito pelo Paraná não atua apenas nas grandes discussões nacionais. Cabe a ele também defender os interesses do Estado nas decisões tomadas em Brasília — desde a divisão dos recursos públicos até investimentos em hospitais, estradas e ferrovias, segurança, agricultura, crédito e grandes obras de infraestrutura.

O Senado ainda exerce funções que não cabem à Câmara dos Deputados, como analisar as indicações para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar determinadas operações financeiras de estados e municípios e processar e julgar autoridades em casos de crimes de responsabilidade, nas hipóteses previstas pela Constituição.

Apesar da importância do cargo, pesquisa do Instituto IRG divulgada em maio mostrou que mais de 90% dos entrevistados não souberam citar leis ou projetos dos atuais senadores paranaenses em benefício do Estado.

Candidato ao Senado, Alexandre Curi (Republicanos) defende que o Paraná precisa recuperar força política em Brasília. Deputado estadual por seis mandatos e o mais votado do Paraná em 2022, com 237.033 votos, ele apresenta propostas para ampliar recursos, investimentos e serviços destinados ao Estado e aos municípios.

Câmara representa a população; Senado representa os estados
A diferença entre deputados federais e senadores ajuda a entender o papel de cada um no Congresso Nacional.

Na Câmara dos Deputados, os estados possuem bancadas de tamanhos diferentes, de acordo com critérios populacionais estabelecidos pela Constituição. O Paraná elege 30 deputados federais, enquanto todos os estados, independentemente do tamanho de sua população, elegem três senadores.

Por isso, embora deputados e senadores participem da elaboração das leis federais e das mudanças na Constituição, o Senado possui uma característica própria: garantir representação igual aos estados dentro do Congresso.

Essa estrutura dá aos três senadores paranaenses responsabilidade especial na defesa dos interesses do Estado. São eles que representam o Paraná em uma Casa na qual o Estado possui exatamente o mesmo número de votos que qualquer outra unidade da Federação.

Além de propor e votar leis e alterações na Constituição, os senadores fiscalizam o Governo Federal, analisam matérias orçamentárias, participam de comissões, podem convocar autoridades, pedir informações, integrar CPIs e atuar politicamente para incluir as prioridades de seus estados na agenda nacional.

Para o Paraná, com quase 12 milhões de habitantes e uma das maiores economias do país, essa representação passa por temas como rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, crédito rural, exportações, saúde, segurança, educação e grandes projetos de infraestrutura.

Decisões que só passam pelo Senado
Além das atribuições que divide com a Câmara, a Constituição reserva ao Senado decisões específicas e de grande importância institucional.

É o Senado, por exemplo, que analisa as indicações feitas pelo presidente da República para o Supremo Tribunal Federal. O indicado passa por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e precisa ter seu nome aprovado pelos senadores.

Também cabe ao Senado processar e julgar, nos casos previstos pela Constituição, autoridades por crimes de responsabilidade, incluindo ministros do STF.

A Casa exerce ainda papel relevante nas finanças dos estados e municípios. Entre suas atribuições estão estabelecer limites e condições para operações de crédito e para o endividamento dos entes federativos, decisões que podem ter impacto direto na capacidade de governos estaduais e prefeituras realizarem investimentos.

O Senado também decide sobre o STF
Uma das atribuições que ganharam maior destaque no debate nacional nos últimos anos é justamente a relação do Senado com o Supremo Tribunal Federal.

Alexandre Curi defende maior transparência e mecanismos de controle sobre a Corte e propõe a criação de um Marco Ético para o STF, com regras destinadas a ampliar a transparência e evitar conflitos de interesse.

Curi também se posiciona favoravelmente ao afastamento do ministro Alexandre de Moraes caso um processo de impeachment chegue ao plenário do Senado e, segundo ele, estejam presentes provas que justifiquem a medida.

“Eu defendo o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, inclusive para preservar a instituição. Se o processo estiver em plenário e eu estiver no Senado, voto favoravelmente ao impeachment, sem pauta ideológica, mas pelas provas”, declarou.

A defesa dos interesses do Paraná
Para Curi, porém, a atuação de um senador não pode ficar restrita aos embates políticos e institucionais de Brasília.

O candidato critica a perda de protagonismo da representação paranaense no Senado e defende que os senadores do Estado utilizem o peso político do mandato para construir uma agenda comum em torno das grandes demandas do Paraná.

Entre as prioridades citadas por ele estão a Nova Ferroeste, a renovação da Malha Sul, o contorno ferroviário de Curitiba, a terceira pista do Aeroporto Internacional Afonso Pena, a revisão do pacto federativo, a distribuição dos royalties, a atualização da tabela do SUS e a regulamentação da reforma tributária com proteção ao cooperativismo.

“O Paraná é a quarta economia do Brasil e não pode continuar sem a força que merece no Senado. Quero discutir os grandes temas nacionais, defender meus princípios e valores, mas sem esquecer quem me colocou lá”, afirmou.

A proposta é usar o mandato também como instrumento de articulação. Diferentemente de um deputado estadual, que atua no Legislativo paranaense, o senador está diretamente inserido nas negociações com o Governo Federal, ministérios, agências, órgãos federais e demais integrantes do Congresso.

Mais dinheiro chegando às cidades
Uma das principais bandeiras de Curi é resumida no conceito “Menos Brasília, Mais Paraná”.
A proposta parte da defesa de uma revisão da distribuição dos recursos entre União, estados e municípios, de forma que uma parcela maior do dinheiro arrecadado permaneça mais próxima da população.

Os números usados pelo candidato mostram o tamanho da diferença. Em 2025, a União arrecadou mais de R$ 108 bilhões em tributos federais no Paraná, enquanto aproximadamente R$ 39 bilhões retornaram ao Estado e aos municípios por meio das transferências consideradas nesse levantamento. Pela comparação apresentada por Curi, isso representa cerca de R$ 0,36 de retorno para cada R$ 1 arrecadado.

Em 2024, foram R$ 123,2 bilhões arrecadados e R$ 35,4 bilhões recebidos segundo o mesmo critério de comparação, equivalente a aproximadamente R$ 0,29 para cada R$ 1.

Curi defende que o Senado é um dos espaços centrais para discutir essa relação porque a Casa representa justamente os estados da Federação.

No Senado, ele pretende defender mudanças no pacto federativo e na distribuição das receitas para ampliar a capacidade de investimento do Paraná e de seus 399 municípios.

A lógica, segundo o candidato, é simples: mais recursos permanecendo nos estados e municípios significam maior capacidade de investimento em postos de saúde, hospitais, escolas, segurança, pavimentação, estradas e outros serviços utilizados diretamente pela população.

Propostas de Curi para o Paraná
Na saúde, Curi propõe buscar mais recursos para o SUS, fortalecer hospitais e Santas Casas e ampliar o atendimento especializado no interior. Na infraestrutura, pretende defender investimentos em rodovias e ferrovias e cobrar a execução das obras consideradas estratégicas para o desenvolvimento do Estado.

Para o campo, propõe ampliar crédito, seguro rural, armazenagem e mercados para os produtos paranaenses. Na economia, defende apoio aos pequenos negócios, qualificação dos trabalhadores e geração de empregos.

Na segurança, quer ampliar os recursos destinados às forças policiais, endurecer o enfrentamento ao tráfico e ao crime organizado e fortalecer políticas de proteção às mulheres vítimas de violência.

O plano também prevê apoio às APAEs, políticas voltadas às pessoas com deficiência e autismo e ações de proteção às mulheres, crianças e idosos. Curi é contrário à descriminalização das drogas e à ampliação das hipóteses legais de aborto e defende políticas de apoio à maternidade e às famílias.

Um dos três votos do Paraná no Senado
Cada senador ocupa apenas uma das 81 cadeiras da Casa, mas representa um dos três votos que cada estado possui no Senado Federal.

Para Curi, essa representação precisa estar permanentemente conectada às necessidades dos municípios. Por isso, ele afirma que pretende manter presença no Paraná, ouvindo prefeitos, lideranças, entidades e a população para transformar demandas regionais em projetos, articulações e busca de recursos em Brasília.

É um modelo de atuação que ele diz já praticar como deputado estadual. Em 2022, Alexandre Curi foi o deputado estadual mais votado do Paraná, com 237.033 votos e votação registrada em 376 dos 399 municípios.

No Senado, pretende continuar percorrendo o Estado, divulgar a destinação e a execução dos recursos obtidos pelo mandato e apresentar anualmente um balanço das ações realizadas.
Para Curi, o desafio é fazer com que o peso econômico e populacional do Paraná também se transforme em influência política nacional.

“O Paraná não precisa de representante que grite mais alto. Precisa de quem estude, compareça, articule e entregue.”
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