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Proposta prevê recursos para Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul; candidato cita experiência do Estado no atendimento a cidades atingidas por desastres
As fortes chuvas que atingiram o Paraná nos últimos dias reacenderam a discussão sobre a necessidade de uma estrutura permanente para atender municípios afetados por desastres.
Diante desse cenário, Alexandre Curi (Republicanos) defende a criação de um Fundo Sul, com recursos federais destinados ao Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
“Nesta semana, infelizmente, tivemos quase 50 cidades do Paraná fortemente afetadas pelas chuvas, especialmente no Vale do Ribeira. Foi necessário o governador ligar para o Exército, decretar situação de emergência e liberar recursos do Governo do Estado”, afirmou.
Na avaliação apresentada por Curi, um mecanismo regional permitiria agilizar a chegada de dinheiro às localidades atingidas.
“Se tivéssemos um fundo como o Norte e o Nordeste possuem, com recursos do Governo Federal, teríamos a liberação imediata desses valores para investimentos nas cidades afetadas.
Por isso, defendo a criação do Fundo Sul, com o mesmo aporte que o Governo Federal destina aos fundos do Norte e do Nordeste”, disse.
Fundo Sul
A ideia é seguir o modelo dos fundos constitucionais que já existem para o Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Essas estruturas financiam atividades produtivas e projetos de desenvolvimento regional.
Além de ampliar os investimentos na região, a proposta defendida por Curi prevê uma fonte de financiamento que poderia ser acionada em situações de emergência, dando mais agilidade à resposta aos municípios atingidos.
A criação do Fundo Sul depende de uma mudança na Constituição. O texto avançou em julho, quando uma comissão especial da Câmara aprovou a criação de fundos constitucionais para as regiões Sul e Sudeste. A matéria ainda precisa passar pelo Plenário da Câmara e, depois, pelo Senado.
É justamente nessa etapa que entra o papel de um senador. Caso eleito, Curi poderá participar da análise e da votação da matéria no Senado e defender, durante a tramitação, os interesses do Paraná.
Paraná criou mecanismos para responder mais rápido
A proposta do Fundo Sul também se apoia na experiência recente do Paraná na criação de mecanismos para acelerar a resposta do poder público a situações de emergência.
O Estado conta com o Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap), destinado a financiar ações de prevenção, preparação, resposta e recuperação em áreas atingidas por desastres. Nos últimos anos, a Assembleia Legislativa participou da ampliação desses instrumentos e, sob a presidência de Alexandre Curi, adotou medidas para que o próprio Legislativo também pudesse contribuir diretamente em situações de calamidade.
O exemplo mais emblemático ocorreu depois do tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu, em novembro de 2025. No fim de semana da tragédia, Curi convocou a Assembleia para uma sessão extraordinária no domingo. Os 54 deputados participaram das votações, que reconheceram o estado de calamidade pública e aprovaram, em regime emergencial, uma alteração no Fecap para reduzir a burocracia e permitir que o auxílio financeiro chegasse diretamente às famílias atingidas.
Ao mesmo tempo, a Assembleia anunciou a destinação de R$ 3 milhões de recursos do próprio Legislativo para auxiliar na reconstrução. A medida se somou aos R$ 50 milhões inicialmente anunciados pelo Governo do Estado para atender as famílias afetadas.
A mudança aprovada pelos deputados permitiu que o Fecap deixasse de operar apenas por meio de transferências entre o Estado e fundos municipais e passasse a possibilitar apoio financeiro diretamente aos cidadãos atingidos por desastres. Posteriormente, o programa de reconstrução passou a conceder benefícios conforme os danos sofridos pelas moradias.
A atuação não ficou restrita à emergência imediata. Em março de 2026, a Assembleia aprovou uma nova mudança, desta vez no seu próprio Fundo Especial de Modernização (Femalep). O projeto, apresentado pela Comissão Executiva da Casa, passou a autorizar a transferência de recursos economizados pelo Legislativo para fundos estaduais e outros entes federativos em casos de situação de emergência ou calamidade pública, inclusive com dispensa de convênio para acelerar o repasse.
Com isso, o que havia sido uma resposta excepcional ao tornado passou a contar com um mecanismo permanente: diante de uma nova tragédia, recursos disponíveis no fundo da Assembleia podem ser destinados ao enfrentamento da emergência sem a necessidade de criar uma solução legislativa do zero.
A Assembleia também participou das etapas seguintes da reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu. Em abril, aprovou a destinação de R$ 10 milhões em subsídios para empresas dos setores de comércio, serviços e indústria atingidas pelo tornado, com o objetivo de permitir a retomada das atividades econômicas e preservar empregos.
Além da resposta aos desastres já ocorridos, a Assembleia passou a discutir também a prevenção. Em julho deste ano, por iniciativa de Curi e do deputado Evandro Araújo, o Legislativo reuniu Defesa Civil, Simepar, municípios, universidades, setor produtivo e órgãos estaduais para discutir os riscos provocados pelo El Niño e preparar o Paraná para um período de maior ocorrência de chuvas, enchentes, vendavais e deslizamentos. Dados apresentados na ocasião mostraram que, na última década, o Paraná registrou cerca de 6 mil desastres naturais, com mais de 4,5 milhões de pessoas afetadas e aproximadamente R$ 32 bilhões em prejuízos.
Para Curi, essa experiência mostra a importância de ter recursos disponíveis antes que a tragédia aconteça e mecanismos previamente estabelecidos para liberá-los rapidamente. É essa lógica que ele pretende levar ao plano federal com a defesa do Fundo Sul: criar uma fonte permanente de financiamento para os estados da região e permitir uma resposta mais rápida quando municípios forem atingidos por eventos climáticos extremos.
“Nesta semana, infelizmente, tivemos quase 50 cidades do Paraná fortemente afetadas pelas chuvas, especialmente no Vale do Ribeira. Foi necessário o governador ligar para o Exército, decretar situação de emergência e liberar recursos do Governo do Estado”, afirmou.
Na avaliação apresentada por Curi, um mecanismo regional permitiria agilizar a chegada de dinheiro às localidades atingidas.
“Se tivéssemos um fundo como o Norte e o Nordeste possuem, com recursos do Governo Federal, teríamos a liberação imediata desses valores para investimentos nas cidades afetadas.
Por isso, defendo a criação do Fundo Sul, com o mesmo aporte que o Governo Federal destina aos fundos do Norte e do Nordeste”, disse.
Fundo Sul
A ideia é seguir o modelo dos fundos constitucionais que já existem para o Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Essas estruturas financiam atividades produtivas e projetos de desenvolvimento regional.
Além de ampliar os investimentos na região, a proposta defendida por Curi prevê uma fonte de financiamento que poderia ser acionada em situações de emergência, dando mais agilidade à resposta aos municípios atingidos.
A criação do Fundo Sul depende de uma mudança na Constituição. O texto avançou em julho, quando uma comissão especial da Câmara aprovou a criação de fundos constitucionais para as regiões Sul e Sudeste. A matéria ainda precisa passar pelo Plenário da Câmara e, depois, pelo Senado.
É justamente nessa etapa que entra o papel de um senador. Caso eleito, Curi poderá participar da análise e da votação da matéria no Senado e defender, durante a tramitação, os interesses do Paraná.
Paraná criou mecanismos para responder mais rápido
A proposta do Fundo Sul também se apoia na experiência recente do Paraná na criação de mecanismos para acelerar a resposta do poder público a situações de emergência.
O Estado conta com o Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap), destinado a financiar ações de prevenção, preparação, resposta e recuperação em áreas atingidas por desastres. Nos últimos anos, a Assembleia Legislativa participou da ampliação desses instrumentos e, sob a presidência de Alexandre Curi, adotou medidas para que o próprio Legislativo também pudesse contribuir diretamente em situações de calamidade.
O exemplo mais emblemático ocorreu depois do tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu, em novembro de 2025. No fim de semana da tragédia, Curi convocou a Assembleia para uma sessão extraordinária no domingo. Os 54 deputados participaram das votações, que reconheceram o estado de calamidade pública e aprovaram, em regime emergencial, uma alteração no Fecap para reduzir a burocracia e permitir que o auxílio financeiro chegasse diretamente às famílias atingidas.
Ao mesmo tempo, a Assembleia anunciou a destinação de R$ 3 milhões de recursos do próprio Legislativo para auxiliar na reconstrução. A medida se somou aos R$ 50 milhões inicialmente anunciados pelo Governo do Estado para atender as famílias afetadas.
A mudança aprovada pelos deputados permitiu que o Fecap deixasse de operar apenas por meio de transferências entre o Estado e fundos municipais e passasse a possibilitar apoio financeiro diretamente aos cidadãos atingidos por desastres. Posteriormente, o programa de reconstrução passou a conceder benefícios conforme os danos sofridos pelas moradias.
A atuação não ficou restrita à emergência imediata. Em março de 2026, a Assembleia aprovou uma nova mudança, desta vez no seu próprio Fundo Especial de Modernização (Femalep). O projeto, apresentado pela Comissão Executiva da Casa, passou a autorizar a transferência de recursos economizados pelo Legislativo para fundos estaduais e outros entes federativos em casos de situação de emergência ou calamidade pública, inclusive com dispensa de convênio para acelerar o repasse.
Com isso, o que havia sido uma resposta excepcional ao tornado passou a contar com um mecanismo permanente: diante de uma nova tragédia, recursos disponíveis no fundo da Assembleia podem ser destinados ao enfrentamento da emergência sem a necessidade de criar uma solução legislativa do zero.
A Assembleia também participou das etapas seguintes da reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu. Em abril, aprovou a destinação de R$ 10 milhões em subsídios para empresas dos setores de comércio, serviços e indústria atingidas pelo tornado, com o objetivo de permitir a retomada das atividades econômicas e preservar empregos.
Além da resposta aos desastres já ocorridos, a Assembleia passou a discutir também a prevenção. Em julho deste ano, por iniciativa de Curi e do deputado Evandro Araújo, o Legislativo reuniu Defesa Civil, Simepar, municípios, universidades, setor produtivo e órgãos estaduais para discutir os riscos provocados pelo El Niño e preparar o Paraná para um período de maior ocorrência de chuvas, enchentes, vendavais e deslizamentos. Dados apresentados na ocasião mostraram que, na última década, o Paraná registrou cerca de 6 mil desastres naturais, com mais de 4,5 milhões de pessoas afetadas e aproximadamente R$ 32 bilhões em prejuízos.
Para Curi, essa experiência mostra a importância de ter recursos disponíveis antes que a tragédia aconteça e mecanismos previamente estabelecidos para liberá-los rapidamente. É essa lógica que ele pretende levar ao plano federal com a defesa do Fundo Sul: criar uma fonte permanente de financiamento para os estados da região e permitir uma resposta mais rápida quando municípios forem atingidos por eventos climáticos extremos.
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