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24/09/2026
Curi fez, Curi vai fazer: atuação no Oeste une investimentos nos municípios e leis para fortalecer o agro
Curi fez, Curi vai fazer: atuação no Oeste une investimentos nos municípios e leis para fortalecer o agro
Atuação de Alexandre Curi passa por educação, infraestrutura e apoio ao setor produtivo; para o Senado, prioridades incluem Nova Ferroeste, concessões, segurança na fronteira, Itaipu e defesa do agronegócio
Uma escola de período integral construída em Nova Santa Rosa, a participação na articulação institucional de um Centro de Convenções de R$ 200 milhões em Cascavel, mais de 100 demandas regionais recebidas pela Assembleia Itinerante e leis voltadas às cadeias produtivas que movimentam a economia do Oeste.

A atuação de Alexandre Curi (Republicanos) na região combina investimentos nos municípios, participação em grandes projetos regionais e produção legislativa relacionada ao agronegócio, às cooperativas e à agroindustrialização.

A carteira de demandas municipais acompanhadas pelo mandato reúne R$ 22,9 milhões em 31 ações de 17 municípios do Oeste, dos quais R$ 4,8 milhões constam como liberados e R$ 18 milhões estão registrados em diferentes etapas de liberação, contratação ou execução.

Os números não incluem grandes projetos estaduais cuja execução ou financiamento não podem ser atribuídos individualmente ao parlamentar. É o caso do futuro Centro de Eventos e Convenções do Oeste, em Cascavel, investimento de R$ 200 milhões do Governo do Paraná que contou com mobilização regional e participação institucional de Curi como presidente da Assembleia Legislativa.

Assembleia Itinerante levou as demandas do Oeste ao Legislativo
A aproximação com as entidades do Oeste também ganhou dimensão institucional por meio da Assembleia Itinerante.

Desde 2023, o Show Rural Coopavel recebe, anualmente, uma edição do programa, levando deputados estaduais para dentro de um dos principais eventos do agronegócio brasileiro. Ao todo, mais de 100 demandas foram encaminhadas pelas entidades locais à Assembleia, que analisou uma a uma e transformou várias delas em projetos, emendas ou indicação para o Executivo.

Entre os assuntos apresentados estavam infraestrutura rural, educação, logística, incentivos ao desenvolvimento econômico e estímulo ao empreendedorismo.

Participaram da mobilização representantes de entidades do setor produtivo e da sociedade organizada, levando diretamente ao Legislativo reivindicações de Cascavel e de outros municípios do Oeste.

A presença da Assembleia no Show Rural aproximou o Parlamento das cooperativas, produtores e agroindústrias justamente em uma região na qual decisões sobre infraestrutura, tributação, crédito e legislação ambiental interferem diretamente na competitividade da economia.

Curi participa do anúncio de Centro de Convenções de R$ 200 milhões
Uma das reivindicações apresentadas pela sociedade civil de Cascavel na Assembleia Itinerante era a necessidade de um espaço para feiras, exposições e grandes eventos corporativos na região. A demanda foi levada ao Governo do Estado que já vinha estudando o projeto, em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Cascavel, e, em novembro de 2025, ao lado do governador Ratinho Junior, Curi participou do anúncio de R$ 200 milhões do Governo do Estado para a construção do Centro de Eventos e Convenções do Oeste.

O projeto prevê aproximadamente 63 mil metros quadrados de área construída, auditório para 2.350 pessoas, espaços destinados a grandes feiras e exposições e estacionamento para mais de 3,5 mil veículos.

A estimativa apresentada pelo Governo é de que o equipamento atenda diretamente mais de 30 municípios e tenha potencial para movimentar R$ 90,2 milhões por ano na economia, com reflexos sobre hotelaria, alimentação, transporte, comércio e serviços.

O recurso será repassado pelo Governo do Estado à Prefeitura de Cascavel, responsável pelos procedimentos necessários à execução.

Escola de R$ 3,5 milhões entregue em Nova Santa Rosa
A atuação também aparece em investimentos concretos nos municípios.

Em Nova Santa Rosa, a Escola Municipal Leonhard Pinz foi inaugurada em dezembro de 2024 para atender crianças da Educação Infantil e dos primeiros anos do Ensino Fundamental em período integral.

A obra recebeu investimento total de R$ 3,485 milhões. Desse valor, R$ 1,2 milhão foi destinado a fundo perdido com apoio de Alexandre Curi, segundo a própria Prefeitura. O restante reuniu recursos federais, financiamento e contrapartida municipal.

A escola possui aproximadamente 1,7 mil metros quadrados e foi construída no Loteamento Porto Seguro.

No mesmo município, outra ação relacionada diretamente ao mandato chegou ao setor rural. Uma escavadeira hidráulica de R$ 770 mil foi colocada em operação em 2022, sendo R$ 500 mil provenientes de emenda de Curi. O equipamento foi destinado aos trabalhos da Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Infraestrutura.

Lei de Curi incentiva agroindústrias
A atuação relacionada à principal vocação econômica do Oeste também passou pela produção legislativa.

Uma proposta de autoria de Curi deu origem à Lei Estadual 22.569/2025, voltada ao fomento da agroindústria paranaense.

A legislação estabelece entre seus objetivos estimular novos empreendimentos agroindustriais, promover a regularização de atividades e aumentar a competitividade do setor.

A medida tem relação direta com a estrutura econômica do Oeste. Na região, uma parcela expressiva da produção de soja, milho, aves, suínos e leite passa por cooperativas e agroindústrias, agregando valor à matéria-prima antes que os produtos cheguem aos mercados brasileiro e internacional.

O incentivo à agroindustrialização também cria condições para que uma parcela maior da renda, dos empregos e da arrecadação gerados pela produção permaneça nos próprios municípios.

Tecnologia para reduzir custos no campo
Outra iniciativa legislativa da qual Curi é coautor busca levar novas tecnologias para a logística rural.

O Projeto de Lei 61/2026 propõe incentivar a utilização de inteligência artificial na logística do agronegócio, da colheita à entrega final.

A proposta prevê aplicações no planejamento, armazenamento e transporte, buscando aumentar a eficiência e reduzir desperdícios e custos logísticos.

No Oeste, o tema tem relação direta com o enorme volume de grãos e proteína animal produzido e com a necessidade de transportar essa produção por grandes distâncias até portos, indústrias e mercados consumidores.

Água e segurança jurídica para o produtor
Curi também apresentou, em 2026, o Projeto de Lei 609/2026, que altera a Política Estadual de Recursos Hídricos para adequar as regras de cobrança pelo uso da água no setor agropecuário.
A proposta busca aumentar a segurança jurídica para os produtores e adequar a legislação estadual às normas nacionais. O projeto avançou pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia.

O tema tem importância especial para uma região que concentra agricultura, criação de aves e suínos e grandes agroindústrias, atividades nas quais disponibilidade, gestão e uso eficiente da água estão diretamente ligados à produção.

Lei do leite também alcança produtores do Oeste
Outra medida com impacto sobre o setor produtivo foi a Lei Estadual 22.765/2025, da qual Curi é coautor e que proibiu no Paraná a reconstituição para consumo alimentar de leite em pó, composto lácteo, soro de leite em pó e outros produtos lácteos importados.

A legislação foi aprovada em meio às dificuldades enfrentadas pelos produtores paranaenses diante do aumento das importações e da pressão sobre os preços pagos pelo leite nacional.
Embora a atividade tenha concentração especialmente expressiva nos Campos Gerais, a pecuária leiteira também possui peso econômico no Oeste, fazendo da medida mais uma iniciativa legislativa com efeitos sobre produtores da região.

Investimentos chegam aos municípios menores
A carteira acompanhada pelo mandato também registra ações em Santa Lúcia, Nova Santa Rosa, Iracema do Oeste, Pato Bragado, Boa Vista da Aparecida, Campo Bonito, Céu Azul, Anahy, Iguatu, Capitão Leônidas Marques, Formosa do Oeste, Cafelândia e São José das Palmeiras, além de Toledo e Foz do Iguaçu.

Os projetos envolvem habitação, pavimentação, estradas rurais, educação, equipamentos municipais, esporte e meio ambiente.

Em Toledo, por exemplo, a carteira registra R$ 1,99 milhão para uma nova creche dentro do programa Infância Feliz Paraná. Como o investimento aparece em fase de licitação, ele não é apresentado como obra concluída.

Em Foz do Iguaçu, estão registrados R$ 580,3 mil liberados para reparos no Colégio Estadual Cívico-Militar Ipê Roxo.

A presença em municípios pequenos complementa uma atuação que, no Oeste, também passa pelas grandes pautas regionais e pela legislação relacionada à principal atividade econômica local.

“Conheço a força do Oeste e sei que ela vem tanto das grandes cooperativas e agroindústrias quanto do produtor e das pequenas cidades. Nosso trabalho foi aproximar a Assembleia da região, apoiar os municípios e ajudar a construir soluções para quem produz e gera emprego. O Centro de Convenções mostra também o tamanho que Cascavel e o Oeste alcançaram. É uma região que precisa de grandes projetos e de presença política para fazê-los avançar”, afirma Curi.

Curi vai fazer
A passagem da Assembleia para o Senado amplia o alcance de várias das pautas mais importantes para o desenvolvimento do Oeste.

Ferrovia, rodovias federais, política agrícola, comércio exterior, defesa sanitária, segurança de fronteira e relações com Paraguai e Argentina são áreas nas quais decisões tomadas em Brasília têm impacto direto sobre a região.

Nova Ferroeste como prioridade
Entre os compromissos apresentados por Curi está fazer da Nova Ferroeste uma prioridade permanente do mandato.

O projeto pretende ampliar e modernizar a ligação ferroviária do Oeste com o Porto de Paranaguá, criando um corredor de grande capacidade para o transporte da produção agropecuária e industrial.

Curi defende que o projeto seja tratado de maneira integrada com o futuro da Malha Sul e com as conexões entre Cascavel, Guarapuava e Paranaguá, além das ligações de Cascavel com Foz do Iguaçu, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

A proposta é utilizar o mandato para acompanhar em Brasília as etapas que dependem da União e cobrar participação efetiva do Governo Federal para permitir que o projeto avance.

Fiscalizar bilhões das concessões

A infraestrutura rodoviária também coloca o Oeste diretamente diante de uma competência federal.

O Lote 6 das novas concessões rodoviárias do Paraná reúne 662,1 quilômetros das BRs 163, 277 e 469 e de rodovias estaduais integradas ao contrato.

A ANTT informa previsão de R$ 20,11 bilhões em obras e melhorias, incluindo 462 quilômetros de duplicações, 31 quilômetros de faixas adicionais, 87 quilômetros de vias marginais e 13 quilômetros de contornos.

O sistema alcança diretamente o Oeste e chega às ligações internacionais de Foz do Iguaçu.
No Senado, Curi propõe acompanhar os contratos junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres e ao Ministério dos Transportes, fiscalizando cronogramas e cobrando duplicações, contornos, marginais e demais intervenções previstas.

O papel do senador não será executar essas obras, mas fiscalizar contratos federais e cobrar o cumprimento das obrigações assumidas pelas concessionárias.

Agro: levar para Brasília uma pauta já trabalhada no Paraná
A produção legislativa estadual cria uma ponte direta com a atuação pretendida no Senado.
No Paraná, Curi atuou em temas relacionados à agroindustrialização, logística agrícola, uso da água e proteção da cadeia leiteira. Em Brasília, pretende atuar sobre instrumentos que dependem diretamente da União.

Um deles é o seguro rural.

A proposta é defender orçamento federal mais previsível para a subvenção das apólices, evitando que o produtor planeje a safra sem saber quanto efetivamente estará disponível para a política.

O plano também prevê ampliar instrumentos de crédito, estimular armazenagem e agroindustrialização e acompanhar a implementação da reforma tributária para preservar a competitividade das cooperativas.

Outro ponto particularmente importante para o Oeste é a defesa sanitária.

A concentração da produção de aves e suínos transforma doenças como influenza aviária e peste suína em riscos não apenas sanitários, mas econômicos, capazes de fechar mercados e interferir diretamente nas exportações.

A proposta é defender recursos federais adequados para vigilância, fiscalização e resposta rápida a emergências sanitárias.

Biogás e biometano: transformar resíduos em energia
A concentração da produção de aves, suínos e agroindústrias cria também uma oportunidade especialmente relevante para o Oeste: a geração de biogás e biometano.

Curi propõe defender condições regulatórias e financeiras para ampliar projetos capazes de transformar resíduos orgânicos em energia e combustível.

A medida pode criar uma nova fonte de renda para produtores e cooperativas, reduzir custos energéticos e ajudar a enfrentar problemas ambientais decorrentes da concentração da produção animal.

A proposta é transformar uma característica da economia regional em vantagem competitiva, ampliando a participação do Paraná na produção de energia renovável.

Fronteira precisa de recursos federais
A posição geográfica do Oeste produz ainda desafios que ultrapassam a capacidade do Governo do Paraná.

Foz do Iguaçu e os municípios da faixa de fronteira convivem diretamente com tráfico de drogas e armas, contrabando e atuação de organizações criminosas transnacionais.

O enfrentamento depende da integração das forças estaduais com Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal e demais órgãos da União.

No plano para o Senado, Curi propõe defender financiamento federal permanente para a segurança pública e tratamento diferenciado aos estados de fronteira.

A ideia é fazer com que a União assuma uma parcela maior dos custos de uma atividade que protege não apenas o Paraná, mas o restante do Brasil.

Itaipu coloca o Oeste dentro das decisões internacionais

A presença de Itaipu cria outra pauta essencialmente federal.

As bases financeiras da usina dependem das negociações entre Brasil e Paraguai, e eventuais alterações no Tratado de Itaipu envolvem decisões no âmbito federal e do Congresso Nacional.

No Senado, Curi pretende acompanhar essas negociações e defender que os interesses do Paraná e dos municípios diretamente afetados pela usina sejam considerados nas decisões.

A discussão envolve tarifa, royalties, investimentos e o papel da binacional no desenvolvimento regional.

Municípios produtores na reforma tributária
Outra preocupação é o impacto da reforma tributária sobre cidades cuja economia está fortemente baseada na produção.

A mudança gradual da tributação do consumo da origem para o destino altera a lógica de distribuição das receitas e pode produzir efeitos relevantes sobre municípios que concentram cooperativas, agroindústrias e grandes empresas.

Essa característica é especialmente presente no Oeste, onde várias cidades produzem em escala muito superior ao seu próprio mercado consumidor.

Curi propõe acompanhar a regulamentação e a implementação do novo sistema e defender mecanismos de transição e compensação para evitar perdas abruptas aos municípios produtores.

Mais Brasília trabalhando para o Oeste
O conjunto das propostas parte de uma característica particular da região: boa parte das decisões capazes de interferir diretamente em sua competitividade está fora do alcance de um deputado estadual.

A ferrovia depende da União. As principais rodovias estão sob concessão federal. Segurança de fronteira exige presença das forças federais. Seguro rural, crédito agrícola, comércio exterior e defesa sanitária passam por Brasília. Itaipu envolve as relações entre Brasil e Paraguai.

“Poucas regiões mostram tão claramente por que o Paraná precisa estar presente em Brasília. O Oeste produz alimentos para o Brasil e para o mundo, tem uma das maiores estruturas cooperativistas do país, está na fronteira e depende de decisões federais sobre ferrovia, rodovias, segurança, política agrícola e comércio exterior. Quero usar o Senado para defender essas pautas e fazer com que a força econômica do Oeste tenha voz permanente em Brasília”, afirma Curi.
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Curi fez, Curi vai fazer: atuação no Oeste une investimentos nos municípios e leis para fortalecer o agro
Atuação de Alexandre Curi passa por educação, infraestrutura e apoio ao setor produtivo; para o Senado, prioridades incluem Nova Ferroeste,
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