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Recursos do Legislativo ajudaram a viabilizar HCzinho, nova unidade do Pequeno Príncipe e obras nos bairros da capital; programa criado na gestão de Alexandre Curi levou serviços e investimentos diretamente às regionais
Alexandre Curi (Republicanos) começou sua carreira política em Curitiba. Foi vereador da capital antes de chegar à Assembleia Legislativa e, mais de duas décadas depois, voltou a aproximar o Parlamento estadual dos bairros da cidade.
Mas a atuação de Curi em Curitiba possui uma característica diferente daquela construída nos pequenos municípios do Paraná.
Na capital, onde estão instalados alguns dos principais hospitais e instituições públicas do Estado, parte dos investimentos relacionados à atuação de Curi não aparece nas planilhas tradicionais de recursos destinados às prefeituras.
O principal exemplo está na saúde.
Como presidente da Assembleia Legislativa, Curi transformou parte das economias realizadas pelo Poder Legislativo em recursos para grandes hospitais de Curitiba. Somente o HCzinho e a nova unidade do Hospital Pequeno Príncipe receberam R$ 40 milhões da Assembleia.
Ao mesmo tempo, a criação do Assembleia nos Bairros levou o Legislativo às regionais da cidade. Nas cinco primeiras edições, realizadas em 2025, foram 16 mil atendimentos e mais de R$ 26 milhões em investimentos anunciados em diferentes regiões da capital.
São duas faces de uma mesma atuação: grandes estruturas que atendem Curitiba e pacientes de todo o Paraná e investimentos que chegam diretamente aos bairros.
R$ 20 milhões para o HCzinho
Um dos maiores investimentos está no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.
Em setembro de 2025, a Assembleia Legislativa destinou R$ 20 milhões de suas economias para a construção do Instituto Pediátrico do HC, o HCzinho.
A nova estrutura será integralmente destinada ao Sistema Único de Saúde.
O projeto prevê ampliar de 30 para 120 os leitos pediátricos de internação e de oito para 35 os leitos de UTI, aumentando significativamente a capacidade de atendimento de crianças e adolescentes.
Ao anunciar o recurso, Curi relacionou diretamente o investimento à política de redução de despesas adotada pela Assembleia.
A lógica defendida pela gestão foi transformar a economia feita pelo Legislativo em investimentos públicos fora da própria estrutura da Casa.
O HCzinho tornou-se um dos principais exemplos dessa política.
Mais R$ 20 milhões para o Pequeno Príncipe Norte
Outro R$ 20 milhões provenientes da Assembleia Legislativa foram destinados à nova unidade do Hospital Pequeno Príncipe no Bacacheri.
O Pequeno Príncipe Norte representa um investimento total de aproximadamente R$ 70 milhões, reunindo recursos da Assembleia, Governo do Estado, bancada federal e do próprio hospital.
A nova estrutura amplia a capacidade daquela que é uma das principais referências brasileiras em saúde pediátrica.
Nesse caso, a participação da Assembleia não se resume ao apoio institucional: os R$ 20 milhões provenientes das economias do Legislativo compõem diretamente o financiamento do projeto.
Somados, HCzinho e Pequeno Príncipe Norte receberam R$ 40 milhões da Assembleia.
São investimentos localizados em Curitiba, mas cujo alcance ultrapassa a capital, já que as duas instituições atendem crianças encaminhadas de diferentes regiões do Paraná.
Assembleia também participou da construção do Erastinho
A relação entre as economias do Legislativo e a saúde infantil começou antes de Curi chegar à Presidência.
Em 2020, quando integrava a Mesa Executiva, a Assembleia participou da conclusão do Hospital Erastinho, primeira unidade do Paraná dedicada exclusivamente ao tratamento oncológico de crianças e adolescentes.
A Assembleia destinou R$ 2,5 milhões para equipamentos e mobiliário do novo hospital.
O Legislativo também participou, por meio de emendas coletivas, de outros investimentos destinados ao Erasto Gaertner e ao próprio Erastinho.
A experiência tornou-se precursora do modelo posteriormente ampliado: economias e recursos articulados pelo Legislativo sendo direcionados para estruturas hospitalares que atendem pelo SUS.
HCzinho, Pequeno Príncipe e Erastinho passaram, assim, a representar três grandes investimentos da Assembleia na saúde pediátrica instalados em Curitiba.
Assembleia saiu do Centro Cívico e foi para os bairros
Se os hospitais representam a atuação nas grandes estruturas da capital, o Assembleia nos Bairros levou o Parlamento para perto da rotina dos moradores.
Criado em 2025, já sob a presidência de Curi, o programa foi desenvolvido em parceria com a Prefeitura de Curitiba para percorrer as administrações regionais.
A proposta nasceu de uma constatação semelhante à que havia originado a Assembleia Itinerante no interior: se parte da população dificilmente vai até a sede do Legislativo, o Legislativo pode ir até ela.
As edições passaram a reunir serviços de saúde, Justiça Eleitoral, Defensoria Pública, assistência social, emprego, transporte, proteção animal e outras áreas.
Além dos atendimentos, cada encontro passou a funcionar também como espaço para receber demandas da população e anunciar investimentos nas próprias regiões.
Nas cinco primeiras edições de 2025, o programa contabilizou 16 mil atendimentos e mais de R$ 26 milhões em investimentos anunciados.
Fazendinha: R$ 8 milhões para o Rio Barigui
Na Regional Portão/Fazendinha, o Assembleia nos Bairros foi marcado pelo anúncio de R$ 8 milhões para a revitalização das margens do Rio Barigui.
O projeto prevê obras de drenagem, recuperação das margens e implantação de um parque linear ao longo de aproximadamente um quilômetro.
A intervenção combina duas necessidades importantes para a região: prevenção de alagamentos e criação de espaços de lazer.
A edição reuniu cerca de quatro mil atendimentos à população.
O recurso foi anunciado pela Assembleia durante a sessão realizada no próprio bairro, aproximando a destinação do dinheiro público da comunidade beneficiada.
Santa Felicidade: R$ 5 milhões para uma demanda escolhida pelos moradores
Em Santa Felicidade, a relação entre participação popular e investimento ficou ainda mais clara.
Durante o Assembleia nos Bairros, foram anunciados R$ 5 milhões para corrigir a geometria do encontro das ruas João Azolin e Nicolau José Gravina.
A intervenção era uma antiga reivindicação local.
Mais importante: a obra já havia sido escolhida pelos próprios moradores entre as prioridades do programa Fala Curitiba.
A Prefeitura confirmou que o projeto estava pronto e que a liberação dos recursos permitiria encaminhar a execução.
O caso exemplifica uma lógica que Curi passou a defender na Presidência da Assembleia: aproximar participação popular, Legislativo e execução de investimentos.
Pinheirinho: mais de R$ 5 milhões para o Hospital do Idoso
Na Regional do Pinheirinho, o principal investimento anunciado foi destinado à saúde.
A Assembleia garantiu mais de R$ 5 milhões para aquisição de um aparelho de ressonância magnética para o Hospital Municipal do Idoso Zilda Arns.
A unidade é referência no atendimento à população idosa e recebe pacientes de diferentes regiões da cidade.
A edição do Assembleia nos Bairros realizada no Pinheirinho registrou mais de 5,4 mil atendimentos.
Nesse caso, o investimento no bairro voltou a se conectar à outra frente de atuação de Curi na capital: transformar recursos economizados pelo Legislativo em equipamentos para a saúde.
Bairro Novo: R$ 6 milhões para nova unidade de saúde
No Bairro Novo, o investimento anunciado foi de R$ 6 milhões para a construção da Unidade de Saúde Parque Iguaçu, na região do Ganchinho.
A previsão é que a nova estrutura beneficie mais de 15 mil moradores.
O recurso tem origem nas economias realizadas pelos 54 deputados estaduais.
A escolha de uma unidade básica de saúde também amplia o perfil dos investimentos.
Enquanto HCzinho, Pequeno Príncipe e Erastinho estão ligados à alta complexidade e ao atendimento especializado, a Unidade Parque Iguaçu atua na porta de entrada do SUS, perto da casa dos moradores.
Boqueirão: parques e espaços públicos
A primeira edição do Assembleia nos Bairros ocorreu no Boqueirão.
Dela saiu a parceria para revitalização da Praça dos Menonitas e do Parque Náutico, dois espaços tradicionais da região.
Em 2026, a Assembleia informou o repasse de R$ 5,2 milhões para a execução das intervenções.
O projeto contempla estruturas esportivas e infantis, iluminação, paisagismo e melhorias no sistema viário.
Além do investimento, a primeira edição do programa reuniu mais de dois mil atendimentos.
Foi o início de uma estratégia que posteriormente avançou para Fazendinha, Santa Felicidade, Pinheirinho, Bairro Novo e, em 2026, Cajuru.
De vereador de Curitiba a presidente da Assembleia
A relação de Curi com Curitiba antecede a atuação como deputado estadual.
Foi na capital que iniciou a carreira eletiva, ao conquistar uma cadeira na Câmara Municipal.
Depois de eleito deputado estadual, sua atuação passou a se concentrar progressivamente nos municípios do interior, mas Curitiba permaneceu como sede das principais instituições com as quais trabalhou.
A criação do Assembleia nos Bairros representou, nesse sentido, uma volta à política territorial dentro da própria capital.
Em vez de tratar Curitiba como uma única cidade de quase dois milhões de habitantes, o programa passou a considerar as diferenças entre suas regionais.
Boqueirão, Fazendinha, Santa Felicidade, Pinheirinho, Bairro Novo e Cajuru possuem demandas diferentes — algumas comparáveis, em população e estrutura, às de municípios inteiros.
“Comecei minha vida pública em Curitiba e conheço a dimensão dos desafios de uma cidade desse tamanho. Quando criamos o Assembleia nos Bairros, a ideia foi justamente voltar a ouvir a população onde ela mora. E quando economizamos recursos da Assembleia para ajudar o HCzinho, o Pequeno Príncipe, unidades de saúde e obras nos bairros, mostramos que é possível gastar menos com a estrutura pública e fazer esse dinheiro voltar para as pessoas”, afirma Curi.
Curi vai fazer
A capital do Paraná também concentra alguns dos problemas em que a atuação estadual encontra seus limites.
Curitiba depende de Brasília para uma parcela importante do financiamento do SUS, grandes projetos de mobilidade, ferrovias, rodovias federais, habitação e políticas de transporte coletivo.
Por isso, Curi propõe utilizar o Senado para buscar recursos e acompanhar projetos que interferem diretamente na vida dos moradores da capital.
Mais dinheiro federal para os hospitais que atendem todo o Paraná
HC, Pequeno Príncipe e Erasto Gaertner possuem uma característica em comum: estão em Curitiba, mas atendem pacientes de todo o Paraná.
Isso aumenta a pressão sobre a rede hospitalar instalada na capital.
Curi propõe defender no Senado a ampliação da participação da União no financiamento do SUS e a atualização dos valores pagos pelos procedimentos.
A proposta é priorizar hospitais de referência e serviços de média e alta complexidade.
O objetivo é atacar um problema conhecido das instituições filantrópicas e universitárias: o custo real de muitos procedimentos supera os valores repassados pela tabela federal.
A agenda também inclui defender maior previsibilidade para o financiamento de hospitais filantrópicos.
Reduzir a pressão sobre Curitiba fortalecendo hospitais do interior
A proposta para a saúde possui uma segunda frente.
Além de buscar mais recursos para os hospitais da capital, Curi defende ampliar a regionalização do atendimento.
Fortalecer hospitais de Colombo, Rio Branco do Sul, Paranaguá, Ponta Grossa, Guarapuava, Londrina, Maringá, Cascavel e outros polos significa também reduzir o número de pacientes obrigados a viajar até Curitiba.
Para a capital, regionalizar a saúde no Paraná é também uma forma de diminuir a pressão sobre seus hospitais.
Tirar os trens de carga da área urbana
Uma das grandes obras defendidas por Curi para Curitiba é uma nova solução para a circulação ferroviária de cargas.
Hoje, linhas ferroviárias atravessam áreas urbanizadas da capital e de municípios da Região Metropolitana.
A proposta é atuar em Brasília para avançar o Contorno Ferroviário de Curitiba e Região Metropolitana.
O projeto precisa envolver União, órgãos reguladores, concessionárias, Estado e municípios.
Além de reduzir conflitos entre ferrovia e circulação urbana, a solução pode melhorar a logística entre o interior do Paraná e o Porto de Paranaguá.
Fiscalizar BR-116, BR-277 e os contornos
Outra atribuição federal está nas rodovias concedidas que atravessam ou chegam a Curitiba.
BR-116, BR-277, Contorno Sul e Contorno Norte fazem parte da rotina de moradores e empresas da capital e da Região Metropolitana.
No Senado, Curi propõe acompanhar os contratos junto à ANTT, fiscalizando cronogramas, tarifas e execução das obras previstas.
A proposta é utilizar os instrumentos de fiscalização do Congresso para cobrar o cumprimento dos contratos ao longo dos próximos anos.
Transporte coletivo precisa entrar na agenda federal
Curitiba possui uma das redes de transporte coletivo mais conhecidas do país, mas o financiamento do sistema é um desafio crescente.
A proposta de Curi é defender maior participação federal no financiamento da mobilidade urbana.
Recursos nacionais poderiam apoiar renovação da frota, eletrificação dos ônibus, corredores, terminais, integração metropolitana e novas tecnologias.
A questão ultrapassa Curitiba porque uma parcela significativa dos deslocamentos diários envolve moradores da Região Metropolitana.
Por isso, Curi defende tratar transporte coletivo como infraestrutura metropolitana, e não apenas como responsabilidade municipal.
Habitação perto de emprego, transporte e serviços
A política habitacional é outra pauta em que a União possui papel central.
Curi propõe ampliar o acesso de Curitiba aos programas federais de habitação e defender que os novos empreendimentos sejam integrados ao planejamento urbano.
A ideia é evitar que moradias sejam construídas cada vez mais distantes dos empregos e dos serviços.
Habitação, transporte, saneamento, escola e saúde precisam ser planejados conjuntamente.
Recursos federais para enfrentar enchentes
As intervenções anunciadas para o Rio Barigui mostram que drenagem e prevenção de alagamentos continuam sendo desafios mesmo em uma capital com ampla infraestrutura urbana.
Eventos climáticos mais intensos aumentam a necessidade de investimentos em drenagem, contenção, parques lineares e recuperação de rios.
Curi propõe buscar recursos federais para obras preventivas e defende a criação de mecanismos permanentes para resposta a eventos climáticos extremos.
A lógica é investir antes do desastre, e não apenas reconstruir depois dele.
Educação técnica e novos empregos
Curitiba também concentra universidades, centros de tecnologia, empresas de serviços e um ecossistema de inovação que atende toda a Região Metropolitana.
No Senado, Curi propõe ampliar a integração entre ensino técnico, universidades, institutos federais e mercado de trabalho.
A formação profissional deve acompanhar áreas em expansão, como tecnologia da informação, inteligência artificial, saúde, indústria avançada, serviços e economia digital.
A proposta é conectar educação e geração de emprego, especialmente para os jovens.
“Curitiba é onde comecei minha trajetória e é também a cidade que concentra muitos dos grandes serviços utilizados por todo o Paraná. Quero trabalhar no Senado para trazer mais recursos para a saúde, ajudar a destravar as grandes obras de mobilidade e infraestrutura e continuar fazendo aquilo que começamos com o Assembleia nos Bairros: ouvir cada região da cidade e transformar demandas concretas em soluções. Menos Brasília, mais Paraná também significa mais Brasília trabalhando por Curitiba”, afirma Curi.
Mas a atuação de Curi em Curitiba possui uma característica diferente daquela construída nos pequenos municípios do Paraná.
Na capital, onde estão instalados alguns dos principais hospitais e instituições públicas do Estado, parte dos investimentos relacionados à atuação de Curi não aparece nas planilhas tradicionais de recursos destinados às prefeituras.
O principal exemplo está na saúde.
Como presidente da Assembleia Legislativa, Curi transformou parte das economias realizadas pelo Poder Legislativo em recursos para grandes hospitais de Curitiba. Somente o HCzinho e a nova unidade do Hospital Pequeno Príncipe receberam R$ 40 milhões da Assembleia.
Ao mesmo tempo, a criação do Assembleia nos Bairros levou o Legislativo às regionais da cidade. Nas cinco primeiras edições, realizadas em 2025, foram 16 mil atendimentos e mais de R$ 26 milhões em investimentos anunciados em diferentes regiões da capital.
São duas faces de uma mesma atuação: grandes estruturas que atendem Curitiba e pacientes de todo o Paraná e investimentos que chegam diretamente aos bairros.
R$ 20 milhões para o HCzinho
Um dos maiores investimentos está no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.
Em setembro de 2025, a Assembleia Legislativa destinou R$ 20 milhões de suas economias para a construção do Instituto Pediátrico do HC, o HCzinho.
A nova estrutura será integralmente destinada ao Sistema Único de Saúde.
O projeto prevê ampliar de 30 para 120 os leitos pediátricos de internação e de oito para 35 os leitos de UTI, aumentando significativamente a capacidade de atendimento de crianças e adolescentes.
Ao anunciar o recurso, Curi relacionou diretamente o investimento à política de redução de despesas adotada pela Assembleia.
A lógica defendida pela gestão foi transformar a economia feita pelo Legislativo em investimentos públicos fora da própria estrutura da Casa.
O HCzinho tornou-se um dos principais exemplos dessa política.
Mais R$ 20 milhões para o Pequeno Príncipe Norte
Outro R$ 20 milhões provenientes da Assembleia Legislativa foram destinados à nova unidade do Hospital Pequeno Príncipe no Bacacheri.
O Pequeno Príncipe Norte representa um investimento total de aproximadamente R$ 70 milhões, reunindo recursos da Assembleia, Governo do Estado, bancada federal e do próprio hospital.
A nova estrutura amplia a capacidade daquela que é uma das principais referências brasileiras em saúde pediátrica.
Nesse caso, a participação da Assembleia não se resume ao apoio institucional: os R$ 20 milhões provenientes das economias do Legislativo compõem diretamente o financiamento do projeto.
Somados, HCzinho e Pequeno Príncipe Norte receberam R$ 40 milhões da Assembleia.
São investimentos localizados em Curitiba, mas cujo alcance ultrapassa a capital, já que as duas instituições atendem crianças encaminhadas de diferentes regiões do Paraná.
Assembleia também participou da construção do Erastinho
A relação entre as economias do Legislativo e a saúde infantil começou antes de Curi chegar à Presidência.
Em 2020, quando integrava a Mesa Executiva, a Assembleia participou da conclusão do Hospital Erastinho, primeira unidade do Paraná dedicada exclusivamente ao tratamento oncológico de crianças e adolescentes.
A Assembleia destinou R$ 2,5 milhões para equipamentos e mobiliário do novo hospital.
O Legislativo também participou, por meio de emendas coletivas, de outros investimentos destinados ao Erasto Gaertner e ao próprio Erastinho.
A experiência tornou-se precursora do modelo posteriormente ampliado: economias e recursos articulados pelo Legislativo sendo direcionados para estruturas hospitalares que atendem pelo SUS.
HCzinho, Pequeno Príncipe e Erastinho passaram, assim, a representar três grandes investimentos da Assembleia na saúde pediátrica instalados em Curitiba.
Assembleia saiu do Centro Cívico e foi para os bairros
Se os hospitais representam a atuação nas grandes estruturas da capital, o Assembleia nos Bairros levou o Parlamento para perto da rotina dos moradores.
Criado em 2025, já sob a presidência de Curi, o programa foi desenvolvido em parceria com a Prefeitura de Curitiba para percorrer as administrações regionais.
A proposta nasceu de uma constatação semelhante à que havia originado a Assembleia Itinerante no interior: se parte da população dificilmente vai até a sede do Legislativo, o Legislativo pode ir até ela.
As edições passaram a reunir serviços de saúde, Justiça Eleitoral, Defensoria Pública, assistência social, emprego, transporte, proteção animal e outras áreas.
Além dos atendimentos, cada encontro passou a funcionar também como espaço para receber demandas da população e anunciar investimentos nas próprias regiões.
Nas cinco primeiras edições de 2025, o programa contabilizou 16 mil atendimentos e mais de R$ 26 milhões em investimentos anunciados.
Fazendinha: R$ 8 milhões para o Rio Barigui
Na Regional Portão/Fazendinha, o Assembleia nos Bairros foi marcado pelo anúncio de R$ 8 milhões para a revitalização das margens do Rio Barigui.
O projeto prevê obras de drenagem, recuperação das margens e implantação de um parque linear ao longo de aproximadamente um quilômetro.
A intervenção combina duas necessidades importantes para a região: prevenção de alagamentos e criação de espaços de lazer.
A edição reuniu cerca de quatro mil atendimentos à população.
O recurso foi anunciado pela Assembleia durante a sessão realizada no próprio bairro, aproximando a destinação do dinheiro público da comunidade beneficiada.
Santa Felicidade: R$ 5 milhões para uma demanda escolhida pelos moradores
Em Santa Felicidade, a relação entre participação popular e investimento ficou ainda mais clara.
Durante o Assembleia nos Bairros, foram anunciados R$ 5 milhões para corrigir a geometria do encontro das ruas João Azolin e Nicolau José Gravina.
A intervenção era uma antiga reivindicação local.
Mais importante: a obra já havia sido escolhida pelos próprios moradores entre as prioridades do programa Fala Curitiba.
A Prefeitura confirmou que o projeto estava pronto e que a liberação dos recursos permitiria encaminhar a execução.
O caso exemplifica uma lógica que Curi passou a defender na Presidência da Assembleia: aproximar participação popular, Legislativo e execução de investimentos.
Pinheirinho: mais de R$ 5 milhões para o Hospital do Idoso
Na Regional do Pinheirinho, o principal investimento anunciado foi destinado à saúde.
A Assembleia garantiu mais de R$ 5 milhões para aquisição de um aparelho de ressonância magnética para o Hospital Municipal do Idoso Zilda Arns.
A unidade é referência no atendimento à população idosa e recebe pacientes de diferentes regiões da cidade.
A edição do Assembleia nos Bairros realizada no Pinheirinho registrou mais de 5,4 mil atendimentos.
Nesse caso, o investimento no bairro voltou a se conectar à outra frente de atuação de Curi na capital: transformar recursos economizados pelo Legislativo em equipamentos para a saúde.
Bairro Novo: R$ 6 milhões para nova unidade de saúde
No Bairro Novo, o investimento anunciado foi de R$ 6 milhões para a construção da Unidade de Saúde Parque Iguaçu, na região do Ganchinho.
A previsão é que a nova estrutura beneficie mais de 15 mil moradores.
O recurso tem origem nas economias realizadas pelos 54 deputados estaduais.
A escolha de uma unidade básica de saúde também amplia o perfil dos investimentos.
Enquanto HCzinho, Pequeno Príncipe e Erastinho estão ligados à alta complexidade e ao atendimento especializado, a Unidade Parque Iguaçu atua na porta de entrada do SUS, perto da casa dos moradores.
Boqueirão: parques e espaços públicos
A primeira edição do Assembleia nos Bairros ocorreu no Boqueirão.
Dela saiu a parceria para revitalização da Praça dos Menonitas e do Parque Náutico, dois espaços tradicionais da região.
Em 2026, a Assembleia informou o repasse de R$ 5,2 milhões para a execução das intervenções.
O projeto contempla estruturas esportivas e infantis, iluminação, paisagismo e melhorias no sistema viário.
Além do investimento, a primeira edição do programa reuniu mais de dois mil atendimentos.
Foi o início de uma estratégia que posteriormente avançou para Fazendinha, Santa Felicidade, Pinheirinho, Bairro Novo e, em 2026, Cajuru.
De vereador de Curitiba a presidente da Assembleia
A relação de Curi com Curitiba antecede a atuação como deputado estadual.
Foi na capital que iniciou a carreira eletiva, ao conquistar uma cadeira na Câmara Municipal.
Depois de eleito deputado estadual, sua atuação passou a se concentrar progressivamente nos municípios do interior, mas Curitiba permaneceu como sede das principais instituições com as quais trabalhou.
A criação do Assembleia nos Bairros representou, nesse sentido, uma volta à política territorial dentro da própria capital.
Em vez de tratar Curitiba como uma única cidade de quase dois milhões de habitantes, o programa passou a considerar as diferenças entre suas regionais.
Boqueirão, Fazendinha, Santa Felicidade, Pinheirinho, Bairro Novo e Cajuru possuem demandas diferentes — algumas comparáveis, em população e estrutura, às de municípios inteiros.
“Comecei minha vida pública em Curitiba e conheço a dimensão dos desafios de uma cidade desse tamanho. Quando criamos o Assembleia nos Bairros, a ideia foi justamente voltar a ouvir a população onde ela mora. E quando economizamos recursos da Assembleia para ajudar o HCzinho, o Pequeno Príncipe, unidades de saúde e obras nos bairros, mostramos que é possível gastar menos com a estrutura pública e fazer esse dinheiro voltar para as pessoas”, afirma Curi.
Curi vai fazer
A capital do Paraná também concentra alguns dos problemas em que a atuação estadual encontra seus limites.
Curitiba depende de Brasília para uma parcela importante do financiamento do SUS, grandes projetos de mobilidade, ferrovias, rodovias federais, habitação e políticas de transporte coletivo.
Por isso, Curi propõe utilizar o Senado para buscar recursos e acompanhar projetos que interferem diretamente na vida dos moradores da capital.
Mais dinheiro federal para os hospitais que atendem todo o Paraná
HC, Pequeno Príncipe e Erasto Gaertner possuem uma característica em comum: estão em Curitiba, mas atendem pacientes de todo o Paraná.
Isso aumenta a pressão sobre a rede hospitalar instalada na capital.
Curi propõe defender no Senado a ampliação da participação da União no financiamento do SUS e a atualização dos valores pagos pelos procedimentos.
A proposta é priorizar hospitais de referência e serviços de média e alta complexidade.
O objetivo é atacar um problema conhecido das instituições filantrópicas e universitárias: o custo real de muitos procedimentos supera os valores repassados pela tabela federal.
A agenda também inclui defender maior previsibilidade para o financiamento de hospitais filantrópicos.
Reduzir a pressão sobre Curitiba fortalecendo hospitais do interior
A proposta para a saúde possui uma segunda frente.
Além de buscar mais recursos para os hospitais da capital, Curi defende ampliar a regionalização do atendimento.
Fortalecer hospitais de Colombo, Rio Branco do Sul, Paranaguá, Ponta Grossa, Guarapuava, Londrina, Maringá, Cascavel e outros polos significa também reduzir o número de pacientes obrigados a viajar até Curitiba.
Para a capital, regionalizar a saúde no Paraná é também uma forma de diminuir a pressão sobre seus hospitais.
Tirar os trens de carga da área urbana
Uma das grandes obras defendidas por Curi para Curitiba é uma nova solução para a circulação ferroviária de cargas.
Hoje, linhas ferroviárias atravessam áreas urbanizadas da capital e de municípios da Região Metropolitana.
A proposta é atuar em Brasília para avançar o Contorno Ferroviário de Curitiba e Região Metropolitana.
O projeto precisa envolver União, órgãos reguladores, concessionárias, Estado e municípios.
Além de reduzir conflitos entre ferrovia e circulação urbana, a solução pode melhorar a logística entre o interior do Paraná e o Porto de Paranaguá.
Fiscalizar BR-116, BR-277 e os contornos
Outra atribuição federal está nas rodovias concedidas que atravessam ou chegam a Curitiba.
BR-116, BR-277, Contorno Sul e Contorno Norte fazem parte da rotina de moradores e empresas da capital e da Região Metropolitana.
No Senado, Curi propõe acompanhar os contratos junto à ANTT, fiscalizando cronogramas, tarifas e execução das obras previstas.
A proposta é utilizar os instrumentos de fiscalização do Congresso para cobrar o cumprimento dos contratos ao longo dos próximos anos.
Transporte coletivo precisa entrar na agenda federal
Curitiba possui uma das redes de transporte coletivo mais conhecidas do país, mas o financiamento do sistema é um desafio crescente.
A proposta de Curi é defender maior participação federal no financiamento da mobilidade urbana.
Recursos nacionais poderiam apoiar renovação da frota, eletrificação dos ônibus, corredores, terminais, integração metropolitana e novas tecnologias.
A questão ultrapassa Curitiba porque uma parcela significativa dos deslocamentos diários envolve moradores da Região Metropolitana.
Por isso, Curi defende tratar transporte coletivo como infraestrutura metropolitana, e não apenas como responsabilidade municipal.
Habitação perto de emprego, transporte e serviços
A política habitacional é outra pauta em que a União possui papel central.
Curi propõe ampliar o acesso de Curitiba aos programas federais de habitação e defender que os novos empreendimentos sejam integrados ao planejamento urbano.
A ideia é evitar que moradias sejam construídas cada vez mais distantes dos empregos e dos serviços.
Habitação, transporte, saneamento, escola e saúde precisam ser planejados conjuntamente.
Recursos federais para enfrentar enchentes
As intervenções anunciadas para o Rio Barigui mostram que drenagem e prevenção de alagamentos continuam sendo desafios mesmo em uma capital com ampla infraestrutura urbana.
Eventos climáticos mais intensos aumentam a necessidade de investimentos em drenagem, contenção, parques lineares e recuperação de rios.
Curi propõe buscar recursos federais para obras preventivas e defende a criação de mecanismos permanentes para resposta a eventos climáticos extremos.
A lógica é investir antes do desastre, e não apenas reconstruir depois dele.
Educação técnica e novos empregos
Curitiba também concentra universidades, centros de tecnologia, empresas de serviços e um ecossistema de inovação que atende toda a Região Metropolitana.
No Senado, Curi propõe ampliar a integração entre ensino técnico, universidades, institutos federais e mercado de trabalho.
A formação profissional deve acompanhar áreas em expansão, como tecnologia da informação, inteligência artificial, saúde, indústria avançada, serviços e economia digital.
A proposta é conectar educação e geração de emprego, especialmente para os jovens.
“Curitiba é onde comecei minha trajetória e é também a cidade que concentra muitos dos grandes serviços utilizados por todo o Paraná. Quero trabalhar no Senado para trazer mais recursos para a saúde, ajudar a destravar as grandes obras de mobilidade e infraestrutura e continuar fazendo aquilo que começamos com o Assembleia nos Bairros: ouvir cada região da cidade e transformar demandas concretas em soluções. Menos Brasília, mais Paraná também significa mais Brasília trabalhando por Curitiba”, afirma Curi.
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