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29/07/2026
Adolescente de Marialva volta às aulas após cirurgia e alerta para sinais da escoliose, frequente em meninas entre 10 e 14 anos
Adolescente de Marialva volta às aulas após cirurgia e alerta para sinais da escoliose, frequente em meninas entre 10 e 14 anos
A volta às aulas após as férias de julho teve um significado especial para a adolescente Pauline Vitória Pereira da Rocha, de 14 anos, moradora de Marialva, na região de Maringá. Depois de passar por uma cirurgia para corrigir uma curvatura acentuada da coluna, realizada no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, ela retornou à escola no último dia 27. Ansiosa para reencontrar os amigos, descobriu que um colega também havia passado pelo mesmo procedimento e que outra colega tinha iniciado recentemente o tratamento com colete ortopédico.
Esse cenário reforça a importância do diagnóstico precoce da escoliose, condição que acomete entre 2% e 3% da população e é mais frequente em meninas de 10 a 14 anos, justamente durante o período de crescimento acelerado.

O retorno às aulas marca uma nova fase na vida da adolescente. "Ela estava muito ansiosa para voltar. O maior medo era sentir dor por causa da cirurgia, mas voltou muito feliz e não reclamou de nada. Agora, só conta os dias para poder voltar às aulas de Educação Física", relata a mãe, Ionice Aparecida Rosa Pereira.

Pauline foi uma das adolescentes atendidas durante o mutirão de cirurgias de coluna realizado pelo Hospital Pequeno Príncipe para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O procedimento corrigiu a curvatura acentuada da coluna, devolvendo mais qualidade de vida e permitindo que ela retomasse gradualmente as atividades do dia a dia. Ainda em recuperação, a adolescente aguarda a liberação médica para voltar a praticar esportes.

Segundo o ortopedista Luiz Müller Ávila, do Hospital Pequeno Príncipe, a escoliose raramente provoca dor nas fases iniciais, o que faz com que muitos casos sejam descobertos apenas quando a curvatura já está avançada. "A escoliose normalmente não causa dor. Por isso, muitas vezes ela é percebida apenas quando a deformidade já está mais avançada. O olhar atento dos pais, professores e profissionais de saúde é fundamental para que o diagnóstico aconteça cedo", explica o especialista.

A escoliose idiopática do adolescente é a forma mais comum da doença e responde por cerca de 80% dos casos. Quando identificada precocemente, muitas vezes pode ser tratada com acompanhamento especializado e uso de colete, evitando a necessidade de cirurgia.

Entre os sinais de alerta estão ombros em alturas diferentes, escápulas desalinhadas, assimetria da cintura, quadris desnivelados e elevação de um dos lados das costas quando o adolescente inclina o tronco para a frente. Essas manifestações podem ser percebidas pelos próprios familiares durante atividades simples, como a troca de roupa ou após o banho.

Embora muitas pessoas associem a escoliose ao uso de mochilas pesadas ou à má postura, o especialista esclarece que esses fatores não causam a deformidade estrutural da coluna. Eles podem provocar dores musculares e alterações posturais, mas a escoliose está relacionada a outros fatores, muitas vezes genéticos, congênitos, neuromusculares ou sindrômicos.

Na família de Pauline, os primeiros sinais passaram despercebidos. Como a adolescente gostava muito de desenhar, a assimetria na postura foi atribuída, inicialmente, à posição em que costumava permanecer durante a atividade. "A gente achava que ela ficava tortinha porque estava desenhando. É uma coisa que a gente não atenta muito para pesquisar ou procurar saber o porquê. Como é um assunto de que pouco se fala, foi uma surpresa quando veio o diagnóstico e, depois, a indicação da cirurgia", relembra Ionice.

Sobre o Pequeno Príncipe
Com sede em Curitiba (PR), o Hospital Pequeno Príncipe é o maior e mais completo hospital pediátrico do Brasil. Há mais de cem anos, a instituição filantrópica e sem fins lucrativos oferece assistência hospitalar humanizada e de alta qualidade a crianças e adolescentes de todo o país. Referência nacional em tratamentos de média e alta complexidade, realiza transplantes de rim, fígado, coração, ossos e medula óssea, além de atuar em 47 especialidades e áreas de assistência em pediatria, com equipes multiprofissionais.

Com 369 leitos, sendo 76 de UTI, o Hospital promove 76% dos atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, realizou 258 mil atendimentos ambulatoriais, 20 mil procedimentos cirúrgicos e 308 transplantes. Reconhecido como hospital de ensino desde a década de 1970, já formou mais de dois mil especialistas em diferentes áreas da pediatria.


Junto com a Faculdades Pequeno Príncipe e com o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, compõe o Complexo Pequeno Príncipe. Essa atuação em assistência, ensino e pesquisa — conforme o conceito Children’s Hospital, adotado por grandes centros pediátricos do mundo — tem transformado milhares de vidas anualmente, garantindo-lhe reconhecimento internacional.

Em 2025, o Pequeno Príncipe foi listado como um dos 70 melhores hospitais do mundo que atuam com pediatria (ou que atendem crianças) no ranking elaborado pela revista norte-americana Newsweek, o que o colocou, pelo quinto ano consecutivo, como o melhor hospital exclusivamente pediátrico da América Latina. Também é reconhecido como Hospital de Excelência pelo Ministério da Saúde por meio de certificação concedida a instituições que cumprem critérios técnicos rigorosos na assistência.

Desde 2019, o Pequeno Príncipe é participante do Pacto Global e contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), iniciativa proposta pela Organização das Nações Unidas.

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