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Em 24 anos na Assembleia Legislativa, Alexandre apresentou ou coassinou 444 projetos de lei; 271 se transformaram em leis estaduais, com iniciativas nas áreas de saúde, educação, inclusão, defesa do consumidor, agronegócio, desenvolvimento e proteção às mulheres
O que Alexandre Curi já fez como deputado estadual? Quais leis ajudou a criar? Que projetos apresentou? E de que maneira sua atuação na Assembleia Legislativa chegou à vida dos paranaenses?
Um levantamento da produção legislativa de Alexandre Curi desde seu primeiro mandato, iniciado em 2003, ajuda a responder a essas perguntas.
Ao longo de 24 anos na Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre apresentou ou coassinou 444 projetos de lei. Desse total, 271 foram sancionados ou promulgados e se transformaram em leis estaduais.
Isso significa que aproximadamente seis em cada dez projetos de lei apresentados ou coassinados por Alexandre ao longo da carreira chegaram a virar lei e muitos ainda estão tramitando, na atual legislatura, devendo ser votados em plenário ainda neste ano.
O levantamento reúne propostas de diferentes naturezas, inclusive reconhecimento de entidades, denominações e homenagens. Mas uma parcela importante dessa produção está relacionada diretamente a políticas públicas, direitos e atividades econômicas.
Saúde, educação, inclusão das pessoas com deficiência, proteção às mulheres, defesa do consumidor, agricultura, desenvolvimento econômico, sustentabilidade, inovação e fortalecimento dos municípios estão entre os temas presentes nessa trajetória.
Conheça algumas dessas iniciativas.
Conta de luz: menos imposto para famílias de baixa renda
Uma das iniciativas dos primeiros anos de Alexandre na Assembleia tratou de uma despesa essencial para qualquer família: a conta de energia elétrica.
A Lei Estadual nº 14.959/2005 concedeu isenção de ICMS sobre a parcela subsidiada da tarifa de energia elétrica destinada aos consumidores residenciais de baixa renda.
Na prática, a medida evitou a cobrança do imposto estadual sobre uma parcela da conta que já recebia subsídio federal justamente para diminuir o custo da energia para as famílias de menor renda.
A iniciativa integra o conjunto de normas paranaenses relacionadas à proteção do consumidor em serviços essenciais.
História e Geografia do Paraná nos vestibulares
Em 2008, uma lei de autoria de Alexandre Curi buscou valorizar o conhecimento dos estudantes sobre o próprio Estado.
A Lei Estadual nº 15.918/2008 passou a exigir conhecimentos sobre História, Geografia e atualidades do Paraná nos processos seletivos para ingresso no ensino superior abrangidos pela legislação.
A norma estabeleceu ainda que os conteúdos relacionados ao Paraná representassem pelo menos 20% das questões nas áreas de História e Geografia.
A medida partiu do princípio de que quem vive e estuda no Estado deve conhecer sua formação histórica, seu território, sua economia e suas características sociais e culturais.
X-Frágil: informação e garantia de direitos
Em 2013, uma proposta de Alexandre deu origem à Lei Estadual nº 17.731, voltada à conscientização sobre a Síndrome do X-Frágil.
A condição genética pode provocar deficiência intelectual, alterações comportamentais e dificuldades no desenvolvimento.
A legislação criou instrumentos para ampliar a informação da sociedade sobre a síndrome, enquanto outras iniciativas apresentadas no período buscaram avançar na proteção dos direitos das pessoas diagnosticadas e de suas famílias.
Proteção às mulheres
A defesa das mulheres também aparece há mais de uma década na atuação de Alexandre.
Ainda em 2013, ele propôs ao Governo do Estado a criação de uma Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica Contra a Mulher, com atuação especializada para acompanhar vítimas e contribuir para evitar a repetição das agressões.
A proposta partia da ideia de que o enfrentamento à violência doméstica não poderia ocorrer apenas depois de um novo episódio de violência, mas deveria incluir prevenção e acompanhamento.
Mais recentemente, Alexandre participou da apresentação de novas propostas relacionadas ao tema.
Entre elas está a ampliação das garantias de atendimento humanizado previstas no Código Estadual da Mulher Paranaense, com preferência para que vítimas de violência sejam atendidas por servidoras mulheres.
Curi também participou, ao lado da Bancada Feminina da Assembleia, de iniciativa para impedir, nas condições estabelecidas pela legislação, o ingresso no serviço público estadual de pessoas condenadas por crimes de violência contra a mulher.
Como presidente da Assembleia, participou ainda da articulação institucional para acelerar a criação, no Tribunal de Justiça do Paraná, de estrutura especializada no julgamento de crimes praticados contra mulheres.
Autismo: direitos reunidos em um Código Estadual
Alexandre é um dos coautores da legislação que instituiu o Código Estadual da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.
Transformado na Lei Estadual nº 21.964/2024, o Código reuniu em uma única legislação normas relacionadas às pessoas com TEA.
A consolidação facilita o conhecimento e o acesso aos direitos e organiza diretrizes relacionadas a áreas como saúde, educação, inclusão, atendimento prioritário, assistência e proteção social.
A proposta também facilita o trabalho de famílias, profissionais e gestores públicos, que passam a encontrar em uma legislação consolidada as principais normas estaduais relacionadas ao autismo.
Fibromialgia e reconhecimento de direitos
Outra iniciativa com participação de Alexandre trata das pessoas com fibromialgia.
A legislação estadual passou a permitir, nas condições estabelecidas pela norma, o reconhecimento das pessoas com fibromialgia como pessoas com deficiência.
A doença crônica pode provocar dor generalizada, fadiga, distúrbios do sono e limitações significativas na vida cotidiana.
O reconhecimento busca garantir direitos quando a condição provoca impedimentos de longo prazo capazes de restringir a participação plena da pessoa na sociedade.
Diabetes tipo 1: menos burocracia para pacientes
Alexandre também é coautor da lei que estabeleceu validade indeterminada para o laudo que atesta diabetes mellitus tipo 1.
A mudança elimina a necessidade de renovação periódica de um documento destinado a comprovar uma condição permanente.
É uma medida simples, mas que reduz burocracia para pacientes e famílias que dependem do laudo para exercer direitos ou ter acesso a determinados serviços.
Outras propostas recentes apresentadas por Alexandre tratam do acesso de pessoas com diabetes a locais públicos ou privados portando insulina, dispositivos de monitoramento e outros insumos necessários ao controle da doença.
Incentivo à doação de órgãos
A saúde aparece também em uma lei destinada a estimular a doação de órgãos.
Alexandre é coautor da legislação que ampliou o benefício da meia-entrada em eventos culturais e artísticos para pessoas que formalizam sua intenção de doar órgãos, tecidos ou partes do corpo por meio da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos.
O objetivo é estimular mais paranaenses a registrarem formalmente a decisão de serem doadores e ampliar a conscientização sobre um gesto capaz de salvar vidas.
Defesa do consumidor: 106 leis organizadas em um único Código
Em 2024, o Paraná passou a contar com uma grande consolidação de sua legislação de defesa do consumidor.
Alexandre é um dos coautores da proposta que resultou na Lei Estadual nº 22.130/2024.
O trabalho reuniu 106 leis estaduais em um único texto, organizado em 324 artigos.
A consolidação abrange regras sobre comércio, serviços, instituições financeiras, telefonia, planos de saúde, educação, estacionamentos, alimentação, internet e diferentes situações enfrentadas diariamente pelos consumidores.
Além de facilitar o acesso às normas, o trabalho eliminou sobreposições e organizou uma legislação construída ao longo de décadas.
Ajuda para famílias superendividadas
Outra iniciativa relacionada à defesa do consumidor ampliou a divulgação do Cejusc Endividados, serviço gratuito mantido pelo Tribunal de Justiça do Paraná.
O programa oferece orientação e mecanismos de conciliação para pessoas em situação de superendividamento.
A legislação busca fazer com que mais famílias saibam da existência do serviço e possam procurar ajuda para renegociar dívidas e reorganizar o orçamento sem comprometer despesas essenciais.
Orientação profissional para estudantes
Na educação, uma das iniciativas mais recentes transformadas em lei criou o Orienta Paraná.
O programa permanente de orientação vocacional e profissional ajuda estudantes, especialmente do ensino médio, a conhecer cursos, profissões e possibilidades de carreira antes de decidir os próximos passos da vida acadêmica.
A iniciativa pode envolver palestras, oficinas, feiras de profissões, visitas técnicas e contato com profissionais de diferentes áreas.
A proposta nasceu a partir de uma ideia apresentada por estudantes e foi levada à Assembleia por Alexandre Curi e pelo deputado Hussein Bakri.
Proteção de crianças e adolescentes no mundo digital
O avanço da tecnologia trouxe também novos desafios para a legislação.
Entre as iniciativas mais recentes de Alexandre estão propostas de enfrentamento a golpes digitais e crimes cibernéticos, com atenção especial a grupos vulneráveis.
A discussão inclui o uso criminoso da inteligência artificial para manipulação de imagens, criação de conteúdos falsos, golpes, assédio e outras formas de violência contra crianças e adolescentes.
Outra proposta trata do letramento digital, com ações para ampliar a capacidade da população de utilizar ferramentas tecnológicas de maneira consciente e segura.
Combate ao racismo nos estádios
Alexandre também apresentou proposta voltada ao enfrentamento do racismo em estádios, ginásios e eventos esportivos.
A iniciativa prevê mecanismos de prevenção, identificação e responsabilização diante de manifestações racistas.
O objetivo é estabelecer uma atuação permanente para enfrentar episódios discriminatórios em ambientes esportivos frequentados por milhares de pessoas.
Leite: proteção ao produtor paranaense
O agronegócio ocupa espaço importante na produção legislativa.
Alexandre é coautor da legislação que proibiu a reconstituição de leite em pó importado para comercialização como leite fluido no Paraná.
A medida foi aprovada em meio às dificuldades enfrentadas pela cadeia leiteira com a concorrência de produtos importados.
O Paraná está entre os maiores produtores de leite do Brasil, e milhares de pequenas e médias propriedades dependem dessa atividade.
A iniciativa foi defendida como mecanismo de proteção aos produtores diante da entrada de produto importado e de práticas capazes de pressionar os preços recebidos no campo.
Agroindústria: agregar valor e gerar emprego no Paraná
Outra iniciativa transformada em lei criou o Programa Paranaense de Fomento à Agroindústria.
O objetivo é incentivar que uma parcela maior da produção agropecuária seja transformada e industrializada dentro do próprio Paraná.
A lógica é simples: em vez de vender apenas matéria-prima, agregar valor dentro do Estado significa atrair investimentos, gerar empregos e ampliar a renda nas regiões produtoras.
Inteligência artificial aplicada ao agronegócio
Tecnologia e agricultura aparecem juntas em outra proposta apresentada por Alexandre.
O projeto estimula a utilização de inteligência artificial na logística do agronegócio, desde a produção até armazenamento, transporte e distribuição.
O uso da tecnologia pode ajudar a reduzir perdas, otimizar rotas, diminuir custos e aumentar a competitividade dos produtos paranaenses.
Hidrogênio renovável e novas fontes de energia
Alexandre também participou da criação da Política Estadual do Hidrogênio Renovável.
Transformada em lei em 2023, a iniciativa coloca o Paraná na discussão sobre uma das tecnologias consideradas estratégicas para a transição energética mundial.
O hidrogênio renovável pode ser utilizado em processos industriais, geração de energia e transportes, contribuindo para a redução das emissões de carbono.
A política cria uma base estadual para estimular pesquisa, desenvolvimento e investimentos nessa nova cadeia econômica.
Cidades inteligentes
Em 2025, outra proposta com participação de Alexandre se transformou na Política Estadual de Apoio e Incentivo às Cidades Inteligentes.
A legislação estimula o uso de tecnologia, inovação e planejamento para melhorar serviços públicos e a qualidade de vida nos municípios.
O conceito de cidade inteligente envolve áreas como mobilidade, sustentabilidade, conectividade, gestão pública, desenvolvimento econômico e utilização de dados.
A proposta dialoga diretamente com uma das marcas da atuação política de Alexandre: a relação com os municípios.
Prevenção de riscos e desastres
Alexandre também é coautor da legislação que criou uma campanha estadual de conscientização sobre gestão de riscos e desastres.
A medida ganhou ainda mais relevância diante da frequência de eventos climáticos extremos.
A proposta busca ampliar o conhecimento da população sobre prevenção e preparação diante de enchentes, tempestades, deslizamentos e outras situações capazes de colocar comunidades em risco.
Mais do que leis: atuação nos municípios
Os 271 projetos transformados em lei contam apenas uma parte da trajetória de Alexandre Curi na Assembleia.
Ao longo dos seis mandatos, uma das principais características de sua atuação foi a relação com os municípios.
Alexandre construiu uma rede de interlocução com prefeitos, vereadores, entidades e lideranças locais e participou da articulação de investimentos em áreas como saúde, pavimentação, estradas, educação, creches, equipamentos públicos e infraestrutura urbana.
Essa atuação municipalista também passou a influenciar o funcionamento da própria Assembleia Legislativa.
Assembleia Itinerante levou deputados para diferentes regiões
A Assembleia Itinerante nasceu com a proposta de aproximar o Poder Legislativo das cidades.
Realizada em grandes feiras e eventos regionais, a iniciativa permite que entidades, lideranças e cidadãos apresentem diretamente suas reivindicações aos deputados.
Milhares de demandas já foram recebidas em diferentes regiões.
Os pedidos são encaminhados aos órgãos responsáveis e também podem subsidiar projetos de lei, discussões sobre orçamento e a interlocução entre Assembleia, Governo do Estado e municípios.
Na presidência de Alexandre, o programa continuou sendo ampliado.
Assembleia nos Bairros aproximou o Legislativo das comunidades
Em Curitiba, a experiência ganhou uma versão voltada diretamente às comunidades.
A Assembleia nos Bairros reúne prestação de serviços públicos e contato entre moradores, deputados e representantes de diferentes órgãos.
As edições já realizadas reuniram milhares de atendimentos em diferentes regiões da cidade.
Assembleia chegou ao nível máximo de transparência
Alexandre também ocupou funções administrativas na Assembleia antes de assumir a presidência.
Foi primeiro-secretário da Casa e, em 2025, tornou-se presidente do Legislativo estadual.
Nos últimos anos, a Assembleia avançou nos indicadores do Programa Nacional de Transparência Pública.
Em 2023, atendia a 59,10% dos critérios avaliados. Em 2024, chegou a 95,32% e conquistou o Selo Diamante.
Em 2025, durante a presidência de Alexandre, alcançou 100% dos critérios avaliados.
O resultado colocou a transparência entre as marcas da gestão do Legislativo.
Código de Ética criou regras permanentes para os deputados
Durante a presidência de Alexandre, a Assembleia aprovou também um novo Código de Ética e Decoro Parlamentar.
A norma estabeleceu procedimentos, prazos e sanções para condutas incompatíveis com o mandato.
Entre os temas expressamente incorporados estão violência política de gênero, assédio, importunação sexual e injúria racial.
O Código criou regras permanentes para investigação e responsabilização dos próprios deputados estaduais.
Economia na Assembleia devolvida ao Estado
Outra frente da administração do Legislativo é a economia de recursos.
Valores previstos no orçamento da Assembleia que deixam de ser utilizados são devolvidos ao Poder Executivo para aplicação em políticas e investimentos públicos.
Nos últimos anos, essas devoluções somaram centenas de milhões de reais.
A lógica defendida por Alexandre é que o dinheiro economizado pelo Legislativo deve voltar à população.
444 projetos e 271 leis
Os números ajudam a dimensionar a produção legislativa de Alexandre Curi ao longo da carreira.
Desde seu primeiro mandato, iniciado em 2003, foram 444 projetos de lei apresentados ou coassinados.
Desses, 271 se transformaram em leis estaduais.
São aproximadamente seis leis sancionadas ou promulgadas para cada dez projetos apresentados ou coassinados ao longo de 24 anos.
Os números incluem projetos de diferentes naturezas e graus de importância. Por isso, mais do que a quantidade, são os exemplos concretos que ajudam a mostrar a diversidade da atuação: da redução de tributação sobre a energia destinada à população de baixa renda, ainda no primeiro mandato, às novas regras sobre autismo, diabetes, consumidor, proteção às mulheres, agronegócio, inovação e cidades inteligentes.
Alexandre chegou à Assembleia em 2003, depois de ter sido eleito vereador de Curitiba aos 20 anos. Desde então, foi reeleito sucessivamente, chegou ao sexto mandato e foi por quatro eleições o deputado estadual mais votado do Paraná.
Agora candidato ao Senado, afirma que pretende levar para Brasília a experiência acumulada durante mais de duas décadas de atuação legislativa e de relacionamento com as cidades.
“Minha vida pública foi construída ouvindo as cidades e buscando transformar demandas em resultados. Quero levar esse jeito de trabalhar para o Senado, defendendo quem produz, quem trabalha e quem vive nos municípios. É menos Brasília e mais Paraná”, afirma Alexandre Curi.
Um levantamento da produção legislativa de Alexandre Curi desde seu primeiro mandato, iniciado em 2003, ajuda a responder a essas perguntas.
Ao longo de 24 anos na Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre apresentou ou coassinou 444 projetos de lei. Desse total, 271 foram sancionados ou promulgados e se transformaram em leis estaduais.
Isso significa que aproximadamente seis em cada dez projetos de lei apresentados ou coassinados por Alexandre ao longo da carreira chegaram a virar lei e muitos ainda estão tramitando, na atual legislatura, devendo ser votados em plenário ainda neste ano.
O levantamento reúne propostas de diferentes naturezas, inclusive reconhecimento de entidades, denominações e homenagens. Mas uma parcela importante dessa produção está relacionada diretamente a políticas públicas, direitos e atividades econômicas.
Saúde, educação, inclusão das pessoas com deficiência, proteção às mulheres, defesa do consumidor, agricultura, desenvolvimento econômico, sustentabilidade, inovação e fortalecimento dos municípios estão entre os temas presentes nessa trajetória.
Conheça algumas dessas iniciativas.
Conta de luz: menos imposto para famílias de baixa renda
Uma das iniciativas dos primeiros anos de Alexandre na Assembleia tratou de uma despesa essencial para qualquer família: a conta de energia elétrica.
A Lei Estadual nº 14.959/2005 concedeu isenção de ICMS sobre a parcela subsidiada da tarifa de energia elétrica destinada aos consumidores residenciais de baixa renda.
Na prática, a medida evitou a cobrança do imposto estadual sobre uma parcela da conta que já recebia subsídio federal justamente para diminuir o custo da energia para as famílias de menor renda.
A iniciativa integra o conjunto de normas paranaenses relacionadas à proteção do consumidor em serviços essenciais.
História e Geografia do Paraná nos vestibulares
Em 2008, uma lei de autoria de Alexandre Curi buscou valorizar o conhecimento dos estudantes sobre o próprio Estado.
A Lei Estadual nº 15.918/2008 passou a exigir conhecimentos sobre História, Geografia e atualidades do Paraná nos processos seletivos para ingresso no ensino superior abrangidos pela legislação.
A norma estabeleceu ainda que os conteúdos relacionados ao Paraná representassem pelo menos 20% das questões nas áreas de História e Geografia.
A medida partiu do princípio de que quem vive e estuda no Estado deve conhecer sua formação histórica, seu território, sua economia e suas características sociais e culturais.
X-Frágil: informação e garantia de direitos
Em 2013, uma proposta de Alexandre deu origem à Lei Estadual nº 17.731, voltada à conscientização sobre a Síndrome do X-Frágil.
A condição genética pode provocar deficiência intelectual, alterações comportamentais e dificuldades no desenvolvimento.
A legislação criou instrumentos para ampliar a informação da sociedade sobre a síndrome, enquanto outras iniciativas apresentadas no período buscaram avançar na proteção dos direitos das pessoas diagnosticadas e de suas famílias.
Proteção às mulheres
A defesa das mulheres também aparece há mais de uma década na atuação de Alexandre.
Ainda em 2013, ele propôs ao Governo do Estado a criação de uma Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica Contra a Mulher, com atuação especializada para acompanhar vítimas e contribuir para evitar a repetição das agressões.
A proposta partia da ideia de que o enfrentamento à violência doméstica não poderia ocorrer apenas depois de um novo episódio de violência, mas deveria incluir prevenção e acompanhamento.
Mais recentemente, Alexandre participou da apresentação de novas propostas relacionadas ao tema.
Entre elas está a ampliação das garantias de atendimento humanizado previstas no Código Estadual da Mulher Paranaense, com preferência para que vítimas de violência sejam atendidas por servidoras mulheres.
Curi também participou, ao lado da Bancada Feminina da Assembleia, de iniciativa para impedir, nas condições estabelecidas pela legislação, o ingresso no serviço público estadual de pessoas condenadas por crimes de violência contra a mulher.
Como presidente da Assembleia, participou ainda da articulação institucional para acelerar a criação, no Tribunal de Justiça do Paraná, de estrutura especializada no julgamento de crimes praticados contra mulheres.
Autismo: direitos reunidos em um Código Estadual
Alexandre é um dos coautores da legislação que instituiu o Código Estadual da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.
Transformado na Lei Estadual nº 21.964/2024, o Código reuniu em uma única legislação normas relacionadas às pessoas com TEA.
A consolidação facilita o conhecimento e o acesso aos direitos e organiza diretrizes relacionadas a áreas como saúde, educação, inclusão, atendimento prioritário, assistência e proteção social.
A proposta também facilita o trabalho de famílias, profissionais e gestores públicos, que passam a encontrar em uma legislação consolidada as principais normas estaduais relacionadas ao autismo.
Fibromialgia e reconhecimento de direitos
Outra iniciativa com participação de Alexandre trata das pessoas com fibromialgia.
A legislação estadual passou a permitir, nas condições estabelecidas pela norma, o reconhecimento das pessoas com fibromialgia como pessoas com deficiência.
A doença crônica pode provocar dor generalizada, fadiga, distúrbios do sono e limitações significativas na vida cotidiana.
O reconhecimento busca garantir direitos quando a condição provoca impedimentos de longo prazo capazes de restringir a participação plena da pessoa na sociedade.
Diabetes tipo 1: menos burocracia para pacientes
Alexandre também é coautor da lei que estabeleceu validade indeterminada para o laudo que atesta diabetes mellitus tipo 1.
A mudança elimina a necessidade de renovação periódica de um documento destinado a comprovar uma condição permanente.
É uma medida simples, mas que reduz burocracia para pacientes e famílias que dependem do laudo para exercer direitos ou ter acesso a determinados serviços.
Outras propostas recentes apresentadas por Alexandre tratam do acesso de pessoas com diabetes a locais públicos ou privados portando insulina, dispositivos de monitoramento e outros insumos necessários ao controle da doença.
Incentivo à doação de órgãos
A saúde aparece também em uma lei destinada a estimular a doação de órgãos.
Alexandre é coautor da legislação que ampliou o benefício da meia-entrada em eventos culturais e artísticos para pessoas que formalizam sua intenção de doar órgãos, tecidos ou partes do corpo por meio da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos.
O objetivo é estimular mais paranaenses a registrarem formalmente a decisão de serem doadores e ampliar a conscientização sobre um gesto capaz de salvar vidas.
Defesa do consumidor: 106 leis organizadas em um único Código
Em 2024, o Paraná passou a contar com uma grande consolidação de sua legislação de defesa do consumidor.
Alexandre é um dos coautores da proposta que resultou na Lei Estadual nº 22.130/2024.
O trabalho reuniu 106 leis estaduais em um único texto, organizado em 324 artigos.
A consolidação abrange regras sobre comércio, serviços, instituições financeiras, telefonia, planos de saúde, educação, estacionamentos, alimentação, internet e diferentes situações enfrentadas diariamente pelos consumidores.
Além de facilitar o acesso às normas, o trabalho eliminou sobreposições e organizou uma legislação construída ao longo de décadas.
Ajuda para famílias superendividadas
Outra iniciativa relacionada à defesa do consumidor ampliou a divulgação do Cejusc Endividados, serviço gratuito mantido pelo Tribunal de Justiça do Paraná.
O programa oferece orientação e mecanismos de conciliação para pessoas em situação de superendividamento.
A legislação busca fazer com que mais famílias saibam da existência do serviço e possam procurar ajuda para renegociar dívidas e reorganizar o orçamento sem comprometer despesas essenciais.
Orientação profissional para estudantes
Na educação, uma das iniciativas mais recentes transformadas em lei criou o Orienta Paraná.
O programa permanente de orientação vocacional e profissional ajuda estudantes, especialmente do ensino médio, a conhecer cursos, profissões e possibilidades de carreira antes de decidir os próximos passos da vida acadêmica.
A iniciativa pode envolver palestras, oficinas, feiras de profissões, visitas técnicas e contato com profissionais de diferentes áreas.
A proposta nasceu a partir de uma ideia apresentada por estudantes e foi levada à Assembleia por Alexandre Curi e pelo deputado Hussein Bakri.
Proteção de crianças e adolescentes no mundo digital
O avanço da tecnologia trouxe também novos desafios para a legislação.
Entre as iniciativas mais recentes de Alexandre estão propostas de enfrentamento a golpes digitais e crimes cibernéticos, com atenção especial a grupos vulneráveis.
A discussão inclui o uso criminoso da inteligência artificial para manipulação de imagens, criação de conteúdos falsos, golpes, assédio e outras formas de violência contra crianças e adolescentes.
Outra proposta trata do letramento digital, com ações para ampliar a capacidade da população de utilizar ferramentas tecnológicas de maneira consciente e segura.
Combate ao racismo nos estádios
Alexandre também apresentou proposta voltada ao enfrentamento do racismo em estádios, ginásios e eventos esportivos.
A iniciativa prevê mecanismos de prevenção, identificação e responsabilização diante de manifestações racistas.
O objetivo é estabelecer uma atuação permanente para enfrentar episódios discriminatórios em ambientes esportivos frequentados por milhares de pessoas.
Leite: proteção ao produtor paranaense
O agronegócio ocupa espaço importante na produção legislativa.
Alexandre é coautor da legislação que proibiu a reconstituição de leite em pó importado para comercialização como leite fluido no Paraná.
A medida foi aprovada em meio às dificuldades enfrentadas pela cadeia leiteira com a concorrência de produtos importados.
O Paraná está entre os maiores produtores de leite do Brasil, e milhares de pequenas e médias propriedades dependem dessa atividade.
A iniciativa foi defendida como mecanismo de proteção aos produtores diante da entrada de produto importado e de práticas capazes de pressionar os preços recebidos no campo.
Agroindústria: agregar valor e gerar emprego no Paraná
Outra iniciativa transformada em lei criou o Programa Paranaense de Fomento à Agroindústria.
O objetivo é incentivar que uma parcela maior da produção agropecuária seja transformada e industrializada dentro do próprio Paraná.
A lógica é simples: em vez de vender apenas matéria-prima, agregar valor dentro do Estado significa atrair investimentos, gerar empregos e ampliar a renda nas regiões produtoras.
Inteligência artificial aplicada ao agronegócio
Tecnologia e agricultura aparecem juntas em outra proposta apresentada por Alexandre.
O projeto estimula a utilização de inteligência artificial na logística do agronegócio, desde a produção até armazenamento, transporte e distribuição.
O uso da tecnologia pode ajudar a reduzir perdas, otimizar rotas, diminuir custos e aumentar a competitividade dos produtos paranaenses.
Hidrogênio renovável e novas fontes de energia
Alexandre também participou da criação da Política Estadual do Hidrogênio Renovável.
Transformada em lei em 2023, a iniciativa coloca o Paraná na discussão sobre uma das tecnologias consideradas estratégicas para a transição energética mundial.
O hidrogênio renovável pode ser utilizado em processos industriais, geração de energia e transportes, contribuindo para a redução das emissões de carbono.
A política cria uma base estadual para estimular pesquisa, desenvolvimento e investimentos nessa nova cadeia econômica.
Cidades inteligentes
Em 2025, outra proposta com participação de Alexandre se transformou na Política Estadual de Apoio e Incentivo às Cidades Inteligentes.
A legislação estimula o uso de tecnologia, inovação e planejamento para melhorar serviços públicos e a qualidade de vida nos municípios.
O conceito de cidade inteligente envolve áreas como mobilidade, sustentabilidade, conectividade, gestão pública, desenvolvimento econômico e utilização de dados.
A proposta dialoga diretamente com uma das marcas da atuação política de Alexandre: a relação com os municípios.
Prevenção de riscos e desastres
Alexandre também é coautor da legislação que criou uma campanha estadual de conscientização sobre gestão de riscos e desastres.
A medida ganhou ainda mais relevância diante da frequência de eventos climáticos extremos.
A proposta busca ampliar o conhecimento da população sobre prevenção e preparação diante de enchentes, tempestades, deslizamentos e outras situações capazes de colocar comunidades em risco.
Mais do que leis: atuação nos municípios
Os 271 projetos transformados em lei contam apenas uma parte da trajetória de Alexandre Curi na Assembleia.
Ao longo dos seis mandatos, uma das principais características de sua atuação foi a relação com os municípios.
Alexandre construiu uma rede de interlocução com prefeitos, vereadores, entidades e lideranças locais e participou da articulação de investimentos em áreas como saúde, pavimentação, estradas, educação, creches, equipamentos públicos e infraestrutura urbana.
Essa atuação municipalista também passou a influenciar o funcionamento da própria Assembleia Legislativa.
Assembleia Itinerante levou deputados para diferentes regiões
A Assembleia Itinerante nasceu com a proposta de aproximar o Poder Legislativo das cidades.
Realizada em grandes feiras e eventos regionais, a iniciativa permite que entidades, lideranças e cidadãos apresentem diretamente suas reivindicações aos deputados.
Milhares de demandas já foram recebidas em diferentes regiões.
Os pedidos são encaminhados aos órgãos responsáveis e também podem subsidiar projetos de lei, discussões sobre orçamento e a interlocução entre Assembleia, Governo do Estado e municípios.
Na presidência de Alexandre, o programa continuou sendo ampliado.
Assembleia nos Bairros aproximou o Legislativo das comunidades
Em Curitiba, a experiência ganhou uma versão voltada diretamente às comunidades.
A Assembleia nos Bairros reúne prestação de serviços públicos e contato entre moradores, deputados e representantes de diferentes órgãos.
As edições já realizadas reuniram milhares de atendimentos em diferentes regiões da cidade.
Assembleia chegou ao nível máximo de transparência
Alexandre também ocupou funções administrativas na Assembleia antes de assumir a presidência.
Foi primeiro-secretário da Casa e, em 2025, tornou-se presidente do Legislativo estadual.
Nos últimos anos, a Assembleia avançou nos indicadores do Programa Nacional de Transparência Pública.
Em 2023, atendia a 59,10% dos critérios avaliados. Em 2024, chegou a 95,32% e conquistou o Selo Diamante.
Em 2025, durante a presidência de Alexandre, alcançou 100% dos critérios avaliados.
O resultado colocou a transparência entre as marcas da gestão do Legislativo.
Código de Ética criou regras permanentes para os deputados
Durante a presidência de Alexandre, a Assembleia aprovou também um novo Código de Ética e Decoro Parlamentar.
A norma estabeleceu procedimentos, prazos e sanções para condutas incompatíveis com o mandato.
Entre os temas expressamente incorporados estão violência política de gênero, assédio, importunação sexual e injúria racial.
O Código criou regras permanentes para investigação e responsabilização dos próprios deputados estaduais.
Economia na Assembleia devolvida ao Estado
Outra frente da administração do Legislativo é a economia de recursos.
Valores previstos no orçamento da Assembleia que deixam de ser utilizados são devolvidos ao Poder Executivo para aplicação em políticas e investimentos públicos.
Nos últimos anos, essas devoluções somaram centenas de milhões de reais.
A lógica defendida por Alexandre é que o dinheiro economizado pelo Legislativo deve voltar à população.
444 projetos e 271 leis
Os números ajudam a dimensionar a produção legislativa de Alexandre Curi ao longo da carreira.
Desde seu primeiro mandato, iniciado em 2003, foram 444 projetos de lei apresentados ou coassinados.
Desses, 271 se transformaram em leis estaduais.
São aproximadamente seis leis sancionadas ou promulgadas para cada dez projetos apresentados ou coassinados ao longo de 24 anos.
Os números incluem projetos de diferentes naturezas e graus de importância. Por isso, mais do que a quantidade, são os exemplos concretos que ajudam a mostrar a diversidade da atuação: da redução de tributação sobre a energia destinada à população de baixa renda, ainda no primeiro mandato, às novas regras sobre autismo, diabetes, consumidor, proteção às mulheres, agronegócio, inovação e cidades inteligentes.
Alexandre chegou à Assembleia em 2003, depois de ter sido eleito vereador de Curitiba aos 20 anos. Desde então, foi reeleito sucessivamente, chegou ao sexto mandato e foi por quatro eleições o deputado estadual mais votado do Paraná.
Agora candidato ao Senado, afirma que pretende levar para Brasília a experiência acumulada durante mais de duas décadas de atuação legislativa e de relacionamento com as cidades.
“Minha vida pública foi construída ouvindo as cidades e buscando transformar demandas em resultados. Quero levar esse jeito de trabalhar para o Senado, defendendo quem produz, quem trabalha e quem vive nos municípios. É menos Brasília e mais Paraná”, afirma Alexandre Curi.
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